"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Good cover versions #75



















SANDIE SHAW _ "Hand In Glove" [Rough Trade, 1984]
[Original: The Smiths (1983)] 
 
Hand in Glove by Sandie Shaw on Grooveshark

Assim como sempre soube apontar o dedo acusador, algo que se tem agudizado com a idade ao ponto do ridículo, Morrissey nunca se coibiu de proclamar aos quatro ventos os seus heróis, normalmente em declarações de paixão assumida. Quando, à frente dos The Smiths, lhe foi possível exprimir a sua devoção pelos ícones para fora do quarto, o mundo ficou a saber da obsessão quase doentia por algumas figuras algo esquecidas da música popular. Uma das suas paixões, ficámos a saber, era Sandie Shaw, a cantora que se distinguiu por ser a primeira britânica a vencer o concurso de canções da Eurovisão e logrou uma série de êxitos posteriores, antes de uma travessia do deserto que só terminaria com a intervenção de Morrissey & C.ª

Aproveitando a influência adquirida pela recepção aos The Smiths, ainda não um fenómeno retumbante mas a caminhar para lá, Morrissey entrou em contacto com Shaw, tentando-a convencer a gravar versões das suas canções, à escolha. Com a banda ainda a dar os primeiros passos, o letrista via-se ainda a si e a Johnny Marr como uma dupla de escritores de canções, na senda dos hitmakers de sessentas. Ela declinou várias investidas, talvez influenciada pelo negativismo que normalmente era associado à música dos The Smiths, e só com a intervenção de Geoff Travis, patrão da Rough Trade Records, acedeu a fazer uma versão daquele que tinha sido o primeiro single da banda que acabaria por se tornar a mais importante da década de 1980.

Já com duas versões ligeiramente diferentes editadas pelos autores (uma no single, outro no álbum de estreia), "Hand In Glove" ganha nova vida e novas cores na interpretação de Sandie Shaw. Tendo como banda de suporte os próprios The Smiths - excluindo Morrissey, claro -, impôs ligeiras alterações à letra, alegadamente uma das muitas da banda sobre solidão, e com eventuais referências homossexuais nunca devidamente extraídas da sua subjectividade. Porém, as principais diferenças residem na parte da música, agora sem a presença da harmónica de Johnny Marr, e com este a alterar radicalmente os acordes de guitarra, uma espécie de cascata de melancolia pluviosa no original, uma festa melódica na versão. Isto, somado à voz de menina de Sandie Shaw, ainda na posse da frescura do tempo em que se apresentou ao mundo de pés descalços, faz de "Hand In Glove" uma canção nova, com uma efusividade radiosa que não julgaríamos possível a partir de tal original. É também, na sua época, uma rara recuperação do classicismo pop da década de 1960, alvo de muitos maus tratos com as "manias futuristas" de oitentas.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Mil imagens #31



Johnny Marr (The Smiths) - Rough Trade, Kings Cross, Londres, 1985
[Foto: Tom Sheehan]

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Jubilee


Há 25 anos, neste mesmo dia, saía o disco de uma vida. Da minha. Não o melhor, talvez. Basta dizer, sem sair do universo The Smiths, que o tempo fez com que passasse a dividir a preferência com Strangeways, Here We Come, o mal-amado, o incompreendido disco da despedida. Mas, The Queen Is Dead foi o disco certo na altura certa. Respondeu a todos os anseios de um adolescente à procura do sentido da vida. Em cada canção, a empatia é tal que, como alguém uma vez disse, sentimos que Morrissey fala para cada um de nós, em particular. 

Olhado a esta distância, The Queen Is Dead mantém intacto a sua genialidade, a sua frescura, o seu apelo imediato. É violento, irónico, cínico. É uma visão amargurada do Estado da Nação. É um murro nas trombas da monarquia. É, tal como escrevia há poucos meses Jon Savage, um acto de coragem em plena ascenção ao pode da aristocracia pop que saiu coroada do Live Aid. Tanto mais, atendendo a que The Smiths não eram uma banda qualquer. Eles próprios já tinham chegado aos ouvidos e aos corações da massas. Mas The Queen Is Dead é também sincero - raramente, na música popular, alguém expôs as entranhas tão exibicionista como Morrissey o fez. E, em todo o seu desencanto, é esperançado e é romântico. Romântico, não no sentido mundano do termo, mas na sua verdadeira acepção.

Por tudo isto, por tudo aquilo que The Queen Is Dead ainda significa, hoje como há 25 anos, apetece gritar bem alto:

A rainha está morta! Que se foda a rainha!

Viva Morrissey! Viva Marr! Viva Rourke! Viva Joyce!

Vivam The Smiths!


"The Boy With The Thorn In His Side" [Rough Trade, 1986]


"There Is A Light That Never Goes Out" [Rough Trade, 1986]

quarta-feira, 9 de março de 2011

It says something to me about my life















Há sinais de ventos de mudança na linha editorial da revista Mojo, pelo menos a ajuizar pelos dois últimos números que, ao invés do destaque às velhas carcaças do costume, trazem à capa (vá lá!) um par de bandas com menos de 30 anos. Se o número de Março (estes coisas em Inglaterra andam com um mês de avanço), os Nirvana foram motivo de extenso artigo, com direito a CD de oferta que apresenta uma selecção de bandas que marcaram o som de Cobain & C.ª, a mais recente edição dá capa a essa instituição indie chamada The Smiths. A propósito da aproximação da passagem de um quarto de século sobre a edição do mega-superlativo The Queen Is Dead, a Mojo oferece-nos, entre outras minudências, um minucioso enquadramento temporal daquele disco e uma análise track-by-track por uma série de devotos mais ou menos famosos. Em complemento, na página on-line, a revista desafia os mais versados em smithologia num cover quiz que, garanto-lhes, tem pouco de fácil. A cereja no topo do bolo, e em consonância com o espírito de insurreição dos The Smiths, é o habitual CD gratuito, desta feita preenchido com alguns dos nomes mais inconformistas do espectro indie britânico. Entre outras, incluem-se faixas de Robert Wyatt, Billy Bragg, Mekons, The Band of Holy Joy, Orange Juice, e McCarthy. E também esta pérola carregada de vitríolo extraída do último trabalho de um dos mais duradouros e ignorados casos de independência made in UK.


Half Man Half Buscuit _ "National Shite Day" [Probe Plus, 2008]

quinta-feira, 3 de março de 2011

Higher and higher
















Foto: Tyson Wirtzfield

Tenho um palpite de que já falta pouco para que se inicie a triagem de bandas na recente avalanche revivalista da fuzz-pop com travo sixties. Neste, como em todos os anteriores "movimentos" pop, o tempo encarrega-se, mais cedo ou mais tarde, de separar o essencial do assessório. Naquele primeiro grupo, o das figuras de proa, estou certo, estará Dee Dee Penny, ideóloga das esbeltas Dum Dum Girls. Não só pelas gemas de valor acrescentado com que preencheu o álbum debute do ano passado, como pelo work in progress que tem revelado desde as primeiras gravações sob aquele epíteto, ainda em solitário.

Seguindo pela via evolutiva, mas não necessariamente descaracterizadora, Dee Dee y sus muchachas acabam de deitar cá para forma um novo EP. Composto por quatro temas, He Gets Me High foi mais uma vez produzido por Richard Gottehrer (autor do clássico "My Boyfriends Back") em colaboração com a própria Dee Dee e Sune Rose Wagner, da dupla The Raveonettes. No inaugural "Wrong Feels Right" que, com alguma saudade, nos faz lembrar os primeiros The Long Blondes, antes do espalhanço ao segundo disco, nota-se logo que houve uma intenção clara de "limpar" o som. Neste tema, são de reter o sentido pop apurado e o indisfarçável sex appeal da intérprete.  O tema-título, que deve ter deixado o maridinho embevecido, é DDG canónico, ou seja, puro girly-pop sessentista com um pitada surfy. "Take Care Of My Baby" segue na mesma linha, embora em registo balada capaz de ombrear com as de moças de outras eras. Para o final, a cereja no topo do bolo por via de uma corajosa versão de certo e determinado tema que roça já os limites do sagrado. Reverente ao original, mas simultaneamente com um forte cunho pessoal, não só é a melhor reinterpretação do dito que me ocorre, como uma das melhores do extenso rol de covers de originais daquele agrupamento. Ora oiçam:


"There Is A Light That Never Goes Out" [Sub Pop, 2011]

domingo, 7 de novembro de 2010

Os bois pelos nomes
















Tempos houve em que os concertos na ZdB se atrasavam horas. Suponho que a frequente espera teria como objectivo que a exígua sala da Rua da Barroca ficasse mais composta de público pouco dado ao cumprimento de horários. Entretanto mudaram os tempos, e a ZdB é agora destino de um número crescente de pessoas, no sentido inverso da abundância de propostas de interesse. Nestes novos tempos tornou-se praticamente impossível a aquisição de bilhetes nos instantes imediatamente anteriores aos concertos. Como o tempo disponível nem sempre abunda, encontrei solução na reserva de bilhetes por via telefónica, prática assídua nos últimos meses. Para além de nos ser requerida a comparência com 15 minutos de avanço em relação à hora do espectáculo a fim de levantar os ingressos reservados, no contacto com a voluntariosa telefonista, é-nos também solicitado um contacto para, supõe-se, comunicação de algum imprevisto. Com qualquer coisa como três semanas de antecedência, foi este o procedimento por mim adoptado para o concerto de Scout Nibblett que teve lugar na noite de passada sexta-feira, e ao qual pretendia assistir na companhia de várias pessoas amigas. Digo "pretendia", porque, no ínterim, a gerência da casa lembrou-se de que aquela era a data de comemoração do 16.º aniversário. Vai daí, e sem pré-aviso, a hora para levantamento dos bilhetes foi antecipada em meia hora, mais precisamente para as 21h45m (adaptação livre à hora de Inverno, ou apenas porque em dia de festa haveria muitos amigos para beber à conta?). A "boa nova" é-me transmitida pelo rapazola atrás da secretária, com uma expressão de quem a sorte lhe tem sido madrasta, seguida de um eloquente "Não queria que eu ligasse a 100 pessoas?". A atitude, eventualmente merecedora de procedimento disciplinar na Administração Pública, teve deste interlocutor resposta ao mesmo baixo nível: "Sendo egoísta, bastar-me-ia que me ligasse a mim.". O esgrimir de argumentos seguiu-se por breves instantes, ainda com a mediação de uma moça presente (a telefonista?), com a cordialidade e a simpatia que faltavam ao colega, mas que, nada resolveu.

Ao longo dos anos que levo de frequência da ZdB, já tinha detectado em quem a gere presentemente algum sectarismo elitista e/ou autista. Mas nada que me incomode sobremaneira, quando apenas ali me dirijo para um bom concerto, dois dedos de conversa, e dois copos (pagos em moeda corrente). Total novidade é que essa mesma casa que já nos proporcionou concertos inolvidáveis esteja agora entregue às mãos de gente que desconhece os mais básicos princípios éticos. Parafraseando Renato Russo, vamos então celebrar a estupidez humana:


The Smiths _ "Unhappy Birthday" [Rough Trade, 1987]

domingo, 24 de outubro de 2010

Good cover versions #44












LOW _ "Last Night I Dreamt That Somebody Loved Me" [Chairkickers', 2001]
[Original: The Smiths (1987)]



Os norte-americanos Low são um daqueles raros casos de bandas sem pudores de assumir as suas influências. Deles são conhecidas as participações em tributos tanto aos Joy Division como dos Spacemen 3, percursores dos ambientes pesados que os Low transmitem na sua música. Menos óbvia, a não ser pela melancolia subjacente, parece ser a influência dos britânicos The Smiths. Para traduzir essa ligação aparentemente ténue, os Low apostaram acertadamente na revisão "Last Night I Dreamt That Somebody Loved Me", um tema de progressão lenta que assenta bem no dramatismo em superslow-motion característico do trio do Minnesota. Amada por uma grande maioria dos adeptos dos Smiths, curiosamente, "Last Night..." está no lote de temas do mítico quarteto de Manchester que menos aprecio. Pese embora o habitual excelente trabalho do guitarrista Johnny Marr, o original é sintomático de um miserabilismo demasiado óbvio que, a meu ver, não está entre as virtudes da escrita de Morrissey, alguém que admiro sobretudo na sua mordacidade irónico-ambígua. Posto isto, afirmo sem qualquer tipo de pruridos, tal como o vocalista Alan Sparhawk quando disse que depois disto já nada era sagrado, preferir a versão dos Low, carregada de eco e de instrumentação esparsa, mas surpreendetemente mais arejada que o original. A toada é igualmente lenta, a voz de um tom quase cerimonial, mas a "abertura" no refrão, com a entrada em cena da secção de cordas, confere a esta versão uma luminosidade ausente do original.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Se 10 anos é muito tempo, 100 anos é 10 vezes mais


Só porque há efemérides que merecem canções da mesma dimensão. E vídeos também. Assim mesmo, em wide screen.

The Smiths 
"The Queen Is Dead (A Film by Derek Jarman including The Queen is Dead, There Is A Light That Never Goes Out, Panic)"
[Rough Trade, 1986]

"Past the Pub who saps your body
And the church who'll snatch your money
The Queen is dead, boys
And it's so lonely on a limb"

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Mil imagens #4

The Smiths - Dunham Massey, Cheshire, 1983
[Foto: Kevin Cummins]

Nascido em Manchester em 1953, Kevin Cummins tornou-se "O" fotógrafo por excelência da cena musical da sua cidade natal desde a explosão punk até aos dias de hoje. Pela sua objectiva foram captados todos os grandes nomes de cada cena musical que tenha marcado aquela metrópole nos últimos trinta anos: Joy Division, The Fall, The Smiths, The Stone Roses, Happy Mondays, e Oasis. Da banda de Morrissey & Marr tornou-se icónica a imagem captada junto ao Salford Lads Club. No entanto, o fotógrafo é da opinião que a banda se enquadrava melhor em cenários bucólicos do que nos ambientes urbanos que, geralmente, caracterizam a sua obra. É o caso deste instantâneo, captado numa propriedade rural nos arredores de Manchester, quando a mais simbólica banda do chamado indie-pop dava ainda os primeiros passos. Sobre os restantes elementos, Cummins diz que ainda estavam a aprender a posar como uma banda, enquanto Morrissey era já uma estrela plenamente consciente desse facto. Esta e muitas outras imagens encontram-se reunidas em Manchester: Looking for the Light Through the Pouring Rain (Faber & Faber, 2009), o último livro antológico de Kevin Cummins.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Singles Bar #38



















ANOTHER SUNNY DAY
You Sould All Be Murdered
[Sarah, 1989]

"One day, when the world is set to rights
I'm going to murder all the people I don't like
The people who have left me down without reserve
The people who are cruel to those that don't deserve
The people who talk too much
The people who don't care
The people whose lives are going nowhere"

Em 1987, o fim súbito dos Smiths foi motivo de algumas convulsões junto dos jovens tímidos, letrados e sensíveis que tinham encontrado nas palavras de Morrissey expressão para a sua desilusão perante um mundo cruel e injusto. Neste clima de luto carregado, multiplicaram-se os projectos gerados pela devoção ao quarteto de Manchester, alguns com bastante graça, outros nem por isso. No primeira categoria temos que incluir os londrinos Another Sunny Day (ASD), mais do que uma banda, o veículo de expressão musical para Harvey Williams, figura que após a curta carreira deste projecto esteve ligado a várias outras bandas simbólicas do chamado twee pop (The Field, Mice, Trembling Blue Stars, Blueboy).
O legado dos ASD resume-se a pouco mais do que um punhado de singles, todos eles editados pela Sarah Records - casa intimamente ligada ao "género" twee - e posteriormente reunidos na compilação London Weekend (1992), recentemente reeditada pela louvável Cherry Red para gáudio deste que vos escreve. Do lote de temas de uma leveza triste e hiper-romântica registados por Williams, destaca-se "You Should All Be Murdered", no qual o pacifismo aparente da voz esconde o desejo de extermínio de todos aqueles que fazem do mundo um lugar cinzento. Se o tom vitriólico disfarçado de doçura, qual lobo na pele do cordeiro, é o mesmo que habitualmente associamos a Morrissey, então o que dizer do fade in inicial reminiscente de um tema intitulado "Some Girls Are Bigger Than Others", ou dos floreados da guitarra característicos de um indivíduo que ficou conhecido como Johnny Marr? A propósito de "... Murdered", alguma má-vontade poderá sugerir termos como "cópia", ou até o mais gravoso "plágio". Porém, perante melodia tão insidiosamente cativante, as reservas das pessoas de bom-gosto revelam-se rotundamente ineficazes.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Vivá República!

THE SMITHS
The Queen Is Dead

[Rough Trade, 1986]




"Take me back to dear old Blighty
Put me on the train for London town
Take me everywhere
Drop me anywhere
At Liverpool, Leeds, or Birmingham
Well, I don't care
I should like to see "

Farewell to this land's cheerless marshes
Hemmed in like a boar between arches
Her Very Lowness with her head in a sling
I'm truly sorry - but it sounds like a wonderful thing

Dear Charles, don't you ever crave
To appear on the front of the Daily Mail
Dressed in your mother's bridal veil?

So, I checked all the registered historical facts
And I was shocked into shame to discover
How I'm the 18th pale descendent
Of some old Queen or other

Has the world changed or have I changed?
Oh, has the world changed or have I changed
As some nine-year old tough peddles drugs
I never even knew what drugs were

So I broke into the Palace
With a sponge and a rusty spanner
She said, "Eh, I know you and you cannot sing"
I said, "That's nothing - you should hear me play piano"

We can go for a walk where it's quiet and dry
And talk about precious things
But when you're tied to your mother's apron
No-one talks about castration

We can go for a walk where it's quiet and dry
And talk about precious things

Like love and law and poverty
These are the things that kill me

We can go for a walk where it's quiet and dry
And talk about precious things

But the rain that flattens my hair, oh
These are the things that kill me

All the lies about make-up and long hair,
They're still there

Past the pub that saps your body
And the church who'll snatch your money
The Queen is dead, boys
And it's so lonely on a limb

Past the pub that wrecks your body
And the church - all they want is your money
The Queen is dead boys
And it's so lonely on a limb

Life is very long when you're lonely
Life is very long when you're lonely
Life is very long when you're lonely
Life is very long when you're lonely


quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Natal é...

... prendas para aqueles que nos são queridos. E haverá alguém que nos seja mais querido que nós próprios?
Já que é assim, por volta do próximo dia 25, o Pai Natal vestirá a farda dos CTT e deslocar-se-á ao meu local de trabalho, carregando no saco o "pacote" que a imagem reproduz. A caixinha, limitada e numerada, comporta doze rodelas de vinilo de 7", entre elas o abortado quarto single Still Ill, hoje uma autêntica raridade. Mas claro a jóia da coroa é o disquinho com o n.º 7, cujo lado A contém um dos melhores pedaços de música da história da Humanidade:


The Smiths "How Soon Is Now?"
[Rough Trade, 1985]

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Raridades crespusculares


















Todos os sortudos que se cruzem com a presente digressão dos The Twilight Sad terão a oportunidade única de adquirir o novo disco do quarteto escocês, com venda exclusiva na banca de merchandising dos concertos. The Twilight Sad Killed My Parents And Hit The Road é composto por um total de onze temas divididos em três categorias: registos ao vivo, bem demonstrativos da intensidade da banda em palco; alguns inéditos que aguçam o apetite para o próximo álbum; e três versões escolhidas a dedo - "Twenty Four Hours" (Joy Division), "Half A Person" (The Smiths), e "Modern Romance" (Yeah Yeah Yeahs). Deste último naipe, destacaria a versão acústica e caseira do tema da autoria de Morrissey & Marr que, apesar da ausência de qualquer produção, surpreende pela sua simplicidade. Igualmente surpreendente é a capa, na qual, a partir dos personagens já habituais no artwork dos discos da banda, se parodia a icónica capa de Goo, clássico dos Sonic Youth de 1990. Quem foi que disse que os miserabilistas não tinham sentido de humor?


sábado, 1 de setembro de 2007

SMITHOLOGY

Auscultada a voz do povo, estamos neste momento em condições de divulgar os dez mais dos fab four mancunianos, isto é, na opinião dos abrilistas. Apesar de algumas abstenções imperdoáveis, pode-se dizer que foi um acto eleitoral bastante participado e, por isso, queria aqui deixar a todos os votantes os meus sinceros agradecimentos.
Em formato contdown, os resultados:

10. GIRLFRIEND IN A COMA
9. I KNOW IT'S OVER
8. ASK
7. THE BOY WITH THE THORN IN HIS SIDE
6. WHAT DIFFERENCE DOES IT MAKE?
5. LAST NIGHT I DREAMT THAT SOMEBODY LOVED ME
4. THIS CHARMING MAN
3. PANIC
2. THERE IS A LIGHT THAT NEVER GOES OUT
1. HOW SOON IS NOW ?

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

SONGS THAT SAVED YOUR LIFE

Há vinte anos, no mês que que hoje se inicia, Johnny Marr batia com a porta, precipitando assim o fim da mais emblemática banda indie de sempre, facto de proporções semelhantes às do fim de um certo quarteto de Liverpool, quase duas décadas antes.
Para trás ficaram dezenas de canções intemporais a roçar a perfeição, saídas da pena da dupla Morrissey/Marr e dirigidas ao coração de todos e de cada um de nós.
Mesmo para quem conhece esse corpo de obra tão significativo de trás para a frente, escolher apenas dez exemplares que o representem não constitui tarefa fácil. Em todo o caso, e depois de muito reflectir, aqui fica o meu top ten:

10. THIS CHARMING MAN
(Single, 1983; The Smiths, 1984)
9. THE HEADMASTER RITUAL
(Meat Is Murder, 1985)
8. HALF A PERSON
(B-side de "Shoplifters Of The World Unite", 1987)
7. THE QUEEN IS DEAD
(The Queen Is Dead, 1986)
6. SHOPLIFTERS OF THE WORLD UNITE
(Single, 1987)
5. PANIC
(Single, 1986)
4. THERE IS A LIGHT THAT NEVER GOES OUT
(The Queen Is Dead, 1986)
3. GIRLFRIEND IN A COMA
(Single, 1987; Strangeways, Here We Come, 1987)
2. WHAT DIFFERENCE DOES IT MAKE?
(Single, 1984; The Smiths, 1984)
1. HOW SOON IS NOW?
(B-side de "William It Was Really Nothing", 1984; Single, 1985; Meat Is Murder, 1985)


Como blogue plural que se orgulha de ser, o April Skies pretende também auscultar os seus visitantes, habituais ou não. Para tal, basta enviarem a lista dos vossos dez temas preferidos dos Smiths (não necessariamente por ordem de preferência) via correio electrónico para o endereço indicado na barra lateral deste blogue. As "votações" decorrem durante todo o mês de Agosto e os resultados serão publicados no início de Setembro, logo após as férias. Fico a aguardar.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

FOI HÁ 20 ANOS

Aconteceu a 7 de Fevereiro de 1987 a última aparição pública dos Smiths. Não se tratou de um concerto propriamente dito, mas antes uma participação no infame Festival de San Remo. A prestação da banda consistiu em 5 temas ("Shoplifters Of The World Unite", "There Is A Light That Never Goes Out", "The Boy With The Thorn In His Side", "Panic", e "Ask") posteriormente transmitidos pela televisão estatal italiana, promotora do evento.
Estando esta iniciativa inserida numa estratégia que visava levar a banda a um público mais alargado, não deixa de ser irónico que esta actuação tenha gerado alguma convulsão entre os quatro músicos. Com a degradação das relações, Johnny Marr abandonaria o barco no Verão desse ano, ainda antes do derradeiro álbum "Strangeways, Here We Come" ver a luz do dia. E o resto é história!