"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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quarta-feira, 18 de março de 2009

Isto é Portugal
















No próximo dia 16 de Abril chega finalmente às salas portuguesas This Is England, filme semi-autobiográfico de Shane Meadows. Esta estreia nacional ocorre precisamente dois anos depois do debute no Reino Unido, país de origem da película, e mais de dois anos e meio depois da primeira exibição em festivais de cinema. Pelo caminho, This Is England arrecadou galardões, acolheu os louvores da crítica um pouco por todo o lado, e gerou um pequeno fenómeno de culto com eco na blogosfera, entre outros media.
O desfazamento de datas diz bem das prioridades e da perspicácia dos nossos distribuidores e/ou programadores em matéria de cinema, os mesmos que não se coíbem de exibir cada bocejo de Woody Allen em estreia quase mundial, ou que não perdem pitada do cada vez mais desinteressante cinema francês.
Lamentações à parte, let's look at the trailer:


domingo, 8 de março de 2009

A linha do horizonte
















No meio musical, facção mercenária, a semana que passou fica marcada pelo regresso aos discos dos quatro irlandeses agraciados pelo nosso ex-Presidente com a Ordem da Liberdade. O "acontecimento" teve honras de telejornais e motivou o prolongamento do horário nocturno das lojas para receber as habituais romarias de batalhões de nerds, algo que já não era visto desde o lançamento do último livro de J. K. Rowling.
Sobre o disco propriamente dito pouco posso dizer, pois não o ouvi nem tenciono ouvi-lo. No entanto, não consegui evitar ser bombardeado com o novo single, mais um que irá fazer as delícias das RFMs deste mundo. O dito, que vem embrulhado num videoclipe de dispendiosa pirotecnia, suscita-me a seguinte questão: para que o mundo precisa de uns Queens of the Stone Age sintéticos se os naturais já cá estão a mais?
A fazer fé no que tenho lido e ouvido da generalidade dos especialistas, No Line On The Horizon é o melhor disco dos U2 desde Pop. Ou até, na opinião de alguns, o melhor desde Zooropa. Lembro no entanto que, neste contexto, "o melhor" significa "o menos mau". Lembro também que algo de semelhante já tinha sido dito sobre o anterior. E, em jeito de premonição, posso garantir que há-de ser dito sobre o seguinte... Vai uma aposta?

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Questões pertinentes (ou nem por isso)

IMAGEM:
Pieter Brueghel - Paisagem com a Queda de Ícaro (1554-55)
[Museu Real de Belas Artes da Bélgica]

- Porque será que a crítica a Tonight: Franz Ferdinad publicada no último número da revista DN Sábado (Diário de Notícias de 31 de Janeiro) tem tantas semelhanças com esta outra, publicada com algumas semanas de antecedência na Uncut? Mera coincidência de opiniões na análise ao novo (e algo frouxo) disco da banda escocesa? Quero pensar que sim.

- Como é possível que o disco de estreia de uns tais White Lies tenha entrado directamente para o primeiro lugar do top de vendas britânico? Será que o miserabilismo de pose estudada deixou de ser exclusivo de putos imberbes e tornou-se um fenómeno de massas? Entre isto e os My Chemical Romance difere o cheiro.

- Porque será que uma parte considerável de uma certa comunidade dita alternativa, por norma preconceituosa para com o hip hop, não se cansa de bradar as virtudes de "Dancing Choose", tema do último álbum dos TV on the Radio? É que "aquilo" é hip hop. E do mau...

- O que quererá dizer Brandon Flowers, vocalista dos The Killers, com as palavras "are we human, or are we dancer" no refrão de "Human", seguramente a pior canção do ano passado? (E a concorrência era forte).

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Diz-se que...

... os Xutos comemoram hoje trinta anos e dois dias de existência. Que se fodam os Xutos!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Mais desejos de Ano Novo

Que 2009 traga um novo 12 de Julho, ou coisa do género...


Dead Kennedys "Saturday Night Holocaust" [Live @ Houston, Texas - 1984]

"I drive down to the disco
Pompadour and pink lamme
I bow and blow the doorman
He parts the chain, says join the game

A quick line in the girls room
To the bar for the electrodes
A coin into the right slits
Tape my temple watch me go

Now I want your perfect Barbie-doll lips
And I want your perfect Barbie-doll eyes
Slip my fingers down your Barbie-doll dress
Up and down your spandex ass"

domingo, 7 de setembro de 2008

Contra-informação














The Wrestler, a nova película de Darren Aronofsky, foi o vencedor do Leão de Ouro na edição de 2008 do Festival Internacional de Cinema de Veneza. Em post publicado naquele que será, porventura, o mais visitado dos blogues portugueses dedicados à cultura popular, ficámos a saber que este filme assinala o regresso de Mickey Rourke, "que há longos anos não fazia cinema". Na edição do Telejornal da RTP 1 de hoje, foge-se à relatividade de um "longos anos" e esclarece-se que The Wrestler marca o regresso de Rourke após 15 anos de afastamento do grande ecrã.
Saudando este regresso, o April Skies, casa pouca dada à preguiça, deixa-vos uma selecção muito pessoal dos trabalhos mais relevantes deste grande actor... de 1998 para cá! Toda a informação sobre cada filme, como os visitantes deste blogue decerto saberão, está à distância de um clique... basta procurá-la!

  • Buffalo '66, de Vincent Gallo (1998)
  • Animal Factory, de Steve Buscemi (2000)
  • Get Carter, de Stephen Kay (2000)
  • The Pledge, de Sean Penn (2001)
  • Spun, de Jonas Akerlund (2002)
  • Once Upon a Time in Mexico, de Robert Rodriguez (2003)
  • Man on Fire, de Tony Scott (2004)
  • Sin City, de Robert Rodriguez (2005)

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Ladies and gentlemen, I'll be floating in space

Até hoje, estive indeciso. Mas, no final, a paixão pela música de Mr. Spaceman falou mais alto, mesmo a horas impróprias para o seu consumo nas condições desejáveis.
Assim sendo, amanhã lá estarei para incrementar os dividendos de uma promotora que ignora por completo o estatuto das bandas que contrata. Sobre os restantes dias não me pronuncio, mas a ordem das bandas no primeiro dia do Alive! 2008 tem tanto de autista, como de demonstração inequívoca da vontade de capitalizar o recente fenómeno nationalista, para posterior oferta às massas ad nauseum. Qualquer leigo da Economia chegaria à mesma conclusão: concertos com bandas baratas, de preferência populares, traduzem-se em maiores ganhos.
E eu que nunca pus em causa a dedicação do Sr. Covões à música... Só é pena que, neste País, abundem exemplares da mesma espécie...


Spiritualized "Come Together" [Dedicated, 1997]

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Parece que...






... a fazer fé no anúncio que passou há minutos, a actual crise das pescas é o tema do show desta semana. Ou seja, FCF no seu habitat natural (ou, se preferirem, como peixe na água): as peixeiradas...

sexta-feira, 28 de março de 2008

AK-47

Em matéria de crítica musical, visões apaixonadas nunca foram sinónimo de análises objectivas. O mesmo serve para os ódios extremados.
Todos concordarão se disser que o caso em apreço cai, invariavelmente, na categoria das paixões assolapadas.
Como sempre ouvi esta malta de Bristol com agrado e em doses moderadas, não mentirei ao afirmar que me encontro numa posição mais ou menos neutral. Como tal, confesso-vos que ainda não houve qualquer força superior que me levasse a surripiar o álbum que aí vem e que, há já algum tempo, se encontra disponível por meios à margem da lei.
Como um bom cidadão cumpridor das normas legais, ouvi apenas o single que lhe servirá de aperitivo, o tal que tem motivado o uso de adjectivos reservados às obras mestras. Se querem uma opinião sincera e distanciada, baseada numa boa vintena de audições, digo-vos que a coisa me soou algo mal amanhada, sem ponta por onde se lhe pegue. E digo-vos mais: aquela VOZ que se sobrepõe às descargas desconexas, próprias de aprendizes das electrónicas, é um autêntico desperdício.
Por isso, vai por mim Beth, a coisa foi boa enquanto durou! Agora, é levantar a cabeça e seguir caminho. Sem essa rapaziada, é claro!
Em todo o caso, e como não quero que vos falte nada, para aqueles 0,5% de habitantes do mundo ocidental que ainda não o ouviram, aqui fica o dito:

Portishead "Machine Gun" (Island, 2008)

domingo, 17 de fevereiro de 2008

INDEPENDÊNCIA?










Ou a amputação - ilegal - de um estado para incremento do território de um outro?
Com o alto patrocínio da administração Bush e a permissividade da União Europeia.
É em dias como o de hoje que sinto vergonha de ser Europeu...

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

VAMPIRISMO DE FIM-DE-SEMANA

Vampire Weekend "A-Punk" (XL, 2008)

Intrigante, no mínimo, aquilo que tenho ouvido e lido sobre as virtudes do primeiro disco destes rapazes de Brooklyn. De repente, parece que a malta descobriu o filão totó e não quer outra coisa.
Um dos discos do ano? Epá, não me f****! Será que a memória de quem opina se apagou? No passado, quantas bandas não fizeram já algo de semelhante, mas melhor, sem que isso as tivesse resgatado à obscuridade?
O vídeo é um bom vídeo, é preciso dizê-lo. Quanto à música, prefiro continuar a ouvir os Orange Juice. Ou o primeiro dos Clap Your Hands Say Yeah.

NOTA: Uma pessoa que tenho em boa conta disse-me que isto lhe fazia lembrar o Sting. Eu não quis ser tão mauzinho...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

EVERYTHING IN ITS RIGHT PLACE

É do conhecimento generalizado a tinta que fez correr a manobra levada a cabo pelos Radiohead na forma como disponibilizaram o último In Rainbows.
Muitos fazedores de opinião, munidos da aura dos profetas, não hesitaram em definir tal operação como mais uma machadada, quase fatal, na moribunda indústria discográfica.
Agora que In Rainbows surge no formato tradicional (ou em vários formatos) através da XL Recordings, com resultados comerciais nada desprezíveis, apetece dizer que, aquilo que seria um prenúncio de morte, tem mais ares de revitalização.
Tendo em conta que estamos a falar da banda que, num ápice, evoluiu do sofrível Pablo Honey (1993) para o soberbo The Bends (1995), e deste para o incontornável OK Computer (1997), face ao estado actual das coisas, diria que não ficariam a perder se infligissem a si próprios (e à sua música) semelhante safanão...

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

NEW ORDER














Enquanto não chegam as prometidas novidades, deixo por ora uma dedicatória aos Líderes da Nova Ordem Proibicionista que rege o Velho Continente, outrora símbolo da igualdade, da liberdade e da tolerância. Que o miar da menina Annie lhes torne os dias menos cinzentos...


three sixty five
seven fifty
your all i eat
your all in mean
dont keep me clean
oh oh oooh

i want i want i want it all
i want i want i want them all
i want i want i want them all
i want i want i want you all

Giant Drag "Kevin Is Gay" (Kickball/Interscope, 2005)

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

OBVIAMENTE, DEMITIA-O




















A partir de agora, para se poder emitir qualquer opinião em público sobre um mau jogo de futebol, passa a ser obrigatório ter no currículo, pelo menos, um título mundial, duas derrotas com a Grécia e um empate com a Arménia. Todos os infractores desta nova deliberação ficam sujeitos à ira de uma besta mal formada.
Saliente-se que estas medidas de emergência foram tomadas apenas para défendê òz ménino.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

desCONTROLo

A beleza proveniente do rigor das imagens que Anton Corbijn empresta a Control revela-se insuficiente para salvar a estreia do fotógrafo holandês na realização de longas-metragens da vulgaridade cinematográfica.
Prolongando-se por duas horas intermináveis, Control divide-se em duas partes distintas: uma primeira metade de cenas telegráficas que mais parece uma sucessão de anúncios publicitários de uma qualquer marca de roupa, na qual os clichés do género se sucedem (a cena inicial em que a câmara "varre" o quarto do adolescente Ian Curtis é paradigmática); após a primeira hora, o filme entra em velocidade lenta e os modelos são substituídos pelos actores, porém, a pobreza do guião contrasta com a dimensão da grande Samantha Morton.
Sendo um filme que os indefectíveis dos Joy Division (eu incluído) não irão perder, julgo que a memória de Control será fugaz. A grandeza da música que o sustenta, essa, há muito que se tornou perene...

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

PARECE QUE...

... o casal Pinhão-Botelho, movido pela paranóia justiceira que lhes dá de comer, brincou com o fogo e queimou-se...
Desejo que a recuperação seja longa e penosa, Sr. Botelho. Durante esse período, o cinema português não irá decerto sentir a sua falta.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

CÂMARA POUCO CLARA

Aproveitando a aproximação da data do 30.º aniversário de Never Mind The Bollocks, Here's The Sex Pistols, a edição de ontem do programa Câmara Clara da RTP2 teve por tema "Os Rebeldes". Perante o baixo nível da programação televisiva actual (mesmo na Dois) a ideia parece atractiva. Mas, como só as boas ideias não bastam, a execução roçou o desatre.
Tendo como convidados o Senhor Comendador Zé Pedro e o insuportável Pedro Ayres Magalhães, Paula Moura Pinheiro dirigiu um programa onde se ouviram as mesmas histórias ocas de sempre e onde a sucessão de gaffes demonstra, uma vez mais, a ligeireza com que a música pop é tratada pelas gentes da dita "alta cultura":
- logo na introdução do programa, para ilustrar o "passado punk" dos convidados, foi apresentado um excerto de "Contentores", um tema de... 1987;
- numa das pequenas peças apresentadas, fez-se referência às New York Dolls, uma banda andrógina de NY;
- mais à frente, Johnny Thunders passou a ser vocalista e guitarrista das mesmas Dolls;
- ao fazer referência à edição de Comicopera, o novo àlbum de Robert Wyatt, a apresentadora lembrou, sem qualquer hesitação, que o músico se encontra numa cadeira de rodas "devido a um acidente de viação sofrido nos anos 70" (Wyatt ficou paraplégico na sequência de uma queda, em estado de embriaguez, da janela de um 3.º andar).
Não vi o programa até ao seu término, mas não me admirava nada se Sid Vicious passasse a ser vocalista dos Pistols, como já vi num jogo de Trivial Pursuit....

domingo, 14 de outubro de 2007

COISAS QUE DEVERIAM PERMANECER SECRETAS

Há uns meses, numa das cada vez mais raras idas ao cinema, escolhi para ver Les Anges Exterminateurs, última obra do realizador francês Jean-Claude Brisseau que, segundo a imprensa especializada do burgo é uma espécie de estudioso da sexualidade feminina.
Aquilo a que pude assistir foi uma pornochachada em tons chic que deixava no ar a ideia de que há duas fomas de as mulheres obterem prazer: a sós ou... com outro indivíduo do Belo Sexo!
Mas qual não é o meu espanto quando descubro que há mais de onde este veio!
Ontem mesmo, a RTP 2 transmitiu Choses Secrètes, a película anterior do realizador. Mais um chorrilho de cenas hetero e homo-eróticas e clichés gastos, tudo entremeado por tiradas filosóficas patéticas.
Tenho para mim que o rapaz só escolheu ser realizador para poder alimentar a fantasia de ver gajas boas a comerem-se. E, honra lhe seja feita, o bom do Brisseau sabe escolhê-las...

sábado, 13 de outubro de 2007

DIVAGAÇÕES DE UM SÁBADO DE SOL

Na sua incansável evocação de um passado tenebroso, a RTP do Sr. Nuno Santos vive hoje um dos seus dias de maior glória, pois teve futebol e teve Fátima. Só falta mesmo o concerto da Mariza... Mas, para compensar, tivemos Fátima em dose tripla: Fátima, freguesia do concelho de Ourém conhecida pelos seus cogumelos alucinogénicos; Fátima, a apresentadora (não há pachorra!); Fátima, a estilista que veste a anterior.


Tenho para mim que, na ausência do sargentão, a selecção dele é dirigida pela Senhora do Caravaggio. É que foram vários os sinais da possível intervenção da pesada mão divina contra os infiéis azeris, permitindo assim a primeira vitória de Portugal fora de casa na qualificação para o Euro 2008. Senão vejam:

- lesão de Nuno Gomes no aquecimento;

- lesão do n.º 10 azeri aos 6';

- expulsão do capitão azeri ainda na primeira parte;

- inexistência de remates à baliza de Portugal, única forma conhecida de o Labreca terminar um jogo sem sofrer golos.



Ontem, no excelente serão que o Galopim proporcionou aos presentes no Incógnito, ouvi o assombroso "Just" dos Radiohead seguido de "The Heinrich Maneuver" dos Interpol. Assim, com estes dois temas colocados lado a lado, o que era uma desconfiança tornou-se conclusão: o tema dos Interpol é mesmo uma bela merda!


E por falar em Radiohead, parece que anda tudo doido com a última campanha de marketing disfarçada de dedo-médio-em-riste-à-indústria do Yorke & Cia.. Ao que parece, a banda disponibilizou o seu novo álbum para download no sítio oficial, com particularidade de cada um pagar o que bem entender. Confesso que ainda não fui impelido pela curiosidade a ouvir In Rainbows mas, se estiver ao nível dos últimos, acho que deveriam ser os Radiohead a pagar aos fãs.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

UM LAMENTÁVEL APARTE

Com os exemplos vindos deste homúnculo, não admira a fama que a selecção dele tem por esse mundo fora.
O fim parece estar próximo. Thank God!
Mas quem foi que segurou o Dragutinovic? Não é justo!
Post scriptum: Para manter o nível em alta, após a flash interview aqui do sujeito, o nosso serviço público de televisão, presenteia-nos com uma análise ao jogo Portugal-Sérvia nas palavras sábias de Paulo Bento. Obrigado RTP!