"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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terça-feira, 3 de maio de 2011

Confeitaria fina
















Composto por quatro velhas raposas, todas elas com créditos firmados nas franjas da música popular norte-americana do último quarto de século, e muitas vezes visto como projecto lateral dos seus elementos, o colectivo The Sea and Cake já anda nisto há mais de quinze anos. Nesse período, as edições têm-se sucedido com uma frequência assinalável, no começo com inflexões jazzisticas impregnadas de tropicalismo e elementos da música africana, mais recentemente com sofisticadas aproximações à pop, mas sempre pouco sensíveis às convenções pré-definidas.

Como sempre, sob a batuta de Sam Prekop, o quarteto de Chicago vai lançar, na próxima semana, um mini-álbum (ou máxi-EP, se preferirem) de seis temas intitulado The Moonlight Butterfly. A press release dá-nos conta de canções de estruturas mutantes e imprevisíveis, normalmente percorridas por longas derivas instrumentais e com especial ênfase nos sons sintetizados. Contudo, o tema que serviu de avanço, e que se apresenta mais abaixo, assenta numa base de guitarra e retém a finura pop pela qual se pautavam os registos mais recentes. Para finais do ano corrente, ou inícios do próximo, está prometido o álbum completo, possivelmente para aferir do estádio evolutivo da nova orientação estética agora anunciada.


"Up On The North Shore" [Thrill Jockey, 2011]

terça-feira, 30 de outubro de 2007

AO VIVO # 7

The Sea and Cake + Litius, ZdB 27/10/2007


Era muita a expectativa acumulada por estes lados para puder ver (finalmente) ao vivo este quarteto onde figuram algumas das luminárias incontornáveis da chamada cena de Chicago. Como previsto, as dezenas de pessoas que sábado passado lotavam o pequeno aquário da ZdB comungavam igualmente dessa expectativa, e isso sentia-se no ar.
Com um alinhamento assente no recente Everybody, mas com algumas incursões pelo passado (sobretudo pelo excelente One Bedroom de 2003), os THE SEA AND CAKE fizeram questão de retribuir ao público com uma prestação perto do irrepreensível.
Durante quase hora e meia, e após um começo mais morno, vai-se notando um crescendo de empatia entre público e banda. Estando longe de ser uma banda de hits, os The Sea and Cake teimam em procurar a confecção da canção pop perfeita. Contudo, em concerto adensa-se o pendor rock na maioria dos temas, não dispensando as habituais pinceladas jazz e bossa nova. A voz seguríssima de Sam Prekop, muitas vezes em suaves harmonias com Archer Prewitt, confere a dose certa de melancolia, enquanto o virtuosismo se espalha pela sala sem que, em momento algum, resvale para o exibicionismo.

Devido a um súbito ataque de pontualidade por parte do pessoal da ZdB perdi os primeiros instantes do concerto dos espanhóis LITIUS. E a julgar pelo resto, terei perdido algo de muito bom!
Praticantes de um post-rock instrumental de inflexões jazzísticas na linha de uns Tortoise de boa colheita, mas sem os abastraccionismos destes, os Litius não têm qualquer prurido em reavivar memórias de algumas eminências noise/post-hardcore/math rock: Slint, Sonic Youth, Shellac, Fugazi. Quem o confirma são os próprios na página do MySpace.
Com enorme destreza no manuseamento dos instrumentos, e com uma grande presença em palco, este quarteto é a prova de que de Espanha, afinal, vêm bons ventos...

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

EM ALTA ROTAÇÃO

THE SEA AND CAKE
Everybody (Thrill Jockey, 2007)

Trinta e seis minutos (a duração ideal para um álbum, como alguém disse) de sofisticação pop. O mote é visita desta galeria de ilustres dirigida por Sam Prekop à ZdB no próximo sábado. Imperdível!