"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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terça-feira, 8 de maio de 2007

EXPECTATIVAS MAIS QUE CONFIRMADAS

POLYTECHNIC
Down Til Dawn
(Shatterproof, 2007)

À margem de todo o buzz fashionista, a indústria musical britânica tem amiúde vindo a surpreender os mais atentos às movimentações do urderground.
Quando aqui há uns meses falei deste quinteto de Manchester a propósito do frenético single "Man Overboard", fi-lo com grandes esperanças quanto a edições futuras. Sendo que esse é melhor dos onze temas presentes em Down Til Dawn, os restantes dez não desiludem de forma alguma.
Num todo vagamente psicadélico, os Polytechnic apresentam como maior trunfo a voz de Dylan Giles que, salvas as devidas distâncias, tanto nos traz à memória um Stephen Malkmus de outras eras, como a saudosa demência de um Perry Farrell ainda jovem. E isso é bom!...

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

MANCHESTER RAVE ON!

Longe vão os tempos gloriosos da Madchester, em que a cidade do noroeste de Inglaterra era a capital mundial da música pop. Mais distantes ainda estão as memórias dos Smiths e dos Joy Division. De então para cá, e vindos de Manchester, houve três nomes que, ao primeiro contacto ainda me conseguiram conquistar: Elbow, I Am Kloot e Badly Drawn Boy. Mas foi sol de pouca dura... Agora o caso pode mudar de figura! Esta nova banda, que dá pelo singelo nome de Polytechnic, promete dar que falar. Banda descoberta pela Transgressive Records (uma pequena editora que já nos deu The Young Knives), os Polytechnic acabam de lançar Man Overboard, o seu terceiro single, que constitui um exemplo perfeito da melhor indie pop. Juízos precipitados poderão colar o som da banda aos Clap Your Hands Say Yeah, devido às semelhanças das vozes dos vocalistas. Mas isso é apenas uma questão de pormenor, pois o ambiente planante conferido pelas teclas a esta faixa, e aquele toque de grandiosidade no refrão, nada têm a ver com a banda de Brooklyn. Oiçam e confiram!
P.S.: É óbvio que no tocante a bandas mancunianas, e no pós-Madchester, também gostei dos Oasis. Para mim, Definitely Maybe continua a ser um dos grandes discos da década de 1990.