"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

A arte de compilar


















Rough Trade Shops: Indiepop 09

[CO-OP, 2009]

Os habitués deste blogue já estarão decerto habituados ao bom-gosto empregue pelo staff das lojas Rough Trade nos alinhamentos das suas compilações, muitas delas autênticos documentos pedagógicos. Porventura, muitos terão em casa Indiepop 01, compilação dupla editada no ano de 2005 que, além de reunir o melhor daquilo que ficou de fora da mítica cassete C86 (do New Musical Express), fazia a ponte entre os pioneiros da "filosofia" indie de inícios de oitentas e os recuperadores de inícios deste novo século. Agora que o então emergente revivalismo começa a ganhar contornos de fenómeno, as boas gentes da Rough Trade propõem uma compilação de 25 temas que, em boa medida, traça um retrato do estado actual da nação indie, facção ortodoxa. Para além dos inevitáveis "consagrados" (Girls, Los Campesinos!, The Pains of Being Pure at Heart, Vivian Girls, Love is All, Tullycraft, etc.), Indiepop 09 indica ainda uma série de neófitos a manter debaixo de olho: Sad Day for Puppets, Dum Dum Girls, Veronica Falls, ou The School, só para citar alguns. Segue uma amostra:


The Manhattan Love Suicides "Clusterfuck" [Squirrel, 2008]

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Amar e morrer em Manhattan
















Formaram-se em Leeds, no norte de Inglaterra, em 2006, e de então para cá renderam um álbum, meia dúzia de singles, uma extensa compilação retrospectiva, e um DVD, todos capazes de interessar aos amantes das melodias pop imersas em fuzz. Em Julho deste ano, amigavelmente e com o dever cumprido, decidiram pôr um ponto final na aventura The Manhattan Love Suicides. Agrupados aos pares, os seus membros seguiram caminhos separados: Caroline McChrystal (voz) e Darren Lockwood (guitarra) nos Aisla Craig, A.J. Miller (baixo) e Rachel Barker (bateria) nos The Medusa Snare. Além disso, os dois primeiros continuam a ocupar-se com a gestão da Squirrel Records, que edita todos os projectos. Em ambos os casos, há já obra gravada. Pelo que nos é dado a escutar, prossegue o tributo aos nomes que marcaram a era dourada do indie pop, desta feita com as referências a diversificarem-se além da Santíssima Trindade Mary Chain - Shop Assistants - The Primitives.

http://www.myspace.com/ailsacraigmusic

http://www.myspace.com/themedusasnare

domingo, 15 de março de 2009

Em escuta #39

... agora com apreciação quantitativa! De zero a dez, e com intervalos de meia unidade, notas de forma alguma definitivas.









COMET GAIN Broken Record Players [Milou Studios, 2008]

Quinze anos de carreira, marcados por constantes mudanças de line-up e passagens por diversas editoras, não renderam aos Comet Gain mais que um culto diminuto. Esta compilação retrospectiva de singles pode agora servir de meio de aproximação a uma banda que tem feito da resistência a sua bandeira. Sem compromissos com qualquer família estética, abraçam a rudeza riot grrrl e o charme northern soul derivado dos Dexys Midnight Runners com igual afeição. Daí resultam temas assumidamente pop - no sentido estrito do termo - com leve aroma retro. Num mundo perfeito, a saltitona "Love Without Lies", ou as classicistas "Jack Nance Hair" e "If I Had A Soul" seriam sucessos massivos. [7,5]


THE JOY FORMIDABLE A Balloon Called Moaning [edição de autor, 2009]

Com o apetite aguçado por alguns registos em formatos mais pequenos, é com expectativas em alta a primeira abordagem ao álbum debute deste trio inglês. Com um ligeiro teor sombrio, não necessariamente miserabilista, nenhum dos seis temas novos consegue atingir os altos patamares do nossos conhecidos "Cradle" e "Austere", ambos recuperados para o longa-duração. No entanto, é com algum agrado que somos guiados pelos Joy Formidable numa viagem saudosista até às boas memórias indie pop no feminino de há 15 anos (Belly, Velocity Girl). [7]


THE MANHATTAN LOVE SUICIDES Burn Out Landscapes [Magic Marker, 2008]

Enquanto não chega um segundo álbum, este quarteto pioneiro da vaga revivalista noise pop oferece-nos uma colecção exaustiva de singles, raridades e radio sessions. Ingleses de Leeds, é com muita destreza que os Manhattan Love Suicides se movem por entre o fuzz dos Mary Chain e a sacarina twee da geração pós-C86. Ainda que nem todos os 27 temas estejam ao nível dos irresistíveis "Clusterfuck", "You'll Never Get That Guy", e "Kick It Back", na actual conjuntura, Burn Out Landscapes revela-se documento fundamental de uma banda talhada para altos vôos. [8]


VOLCANO SUNS The Bright Orange Years [Merge, 2009]

Da mesma cena de Boston que gerou bandas como The Lemonheads, Dinosaur Jr., ou Pixies, parece-me seguro dizer que nunca os Volcano Suns gozaram do mesmo mediatismo de alguns conterrâneos. Porém, num largo espectro que vai do grunge ao math rock, o seu legado tem deixado marca indelével na cena "alternativa" norte-americana das últimas duas décadas, tal como os Mission of Burma, a anterior banda do fundador Peter Prescott.
Alegadamente registado numa única noite de consumo pouco moderado de álcool, The Bright Orange Years foi, em 1985, o longa-duração de estreia na mítica editora Homestead e conhece agora a primeira reedição em CD, com remasterização a cargo de Bob Weston, baixista dos Shellac e engenheiro de estúdio de méritos reconhecidos. Nele podem ver reflectido o espírito da época: canções curtas e enérgicas, com igual afinidade com as famílias hardcore e indie-rock. Pensem nuns Replacements com uma dose excessiva de adrenalina, e terão uma imagem aproximada daquilo que este disco vos reserva. De entre os esperados extras (inéditos supostamente inacabados e faixas ao vivo), destaco uma versão, com tanto de inesperado como de caótico, de "1999" de Prince. Imprescindível para "estudiosos" e interessados no riquíssimo historial do underground norte-americano. [8,5]

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Going blank again #21

THE MANHATTAN LOVE SUICIDES

Origem: Leeds (UK)
Período de actividade: 2005-
Influências: The Jesus and Mary Chain, My Bloody Valentine, Talulah Gosh, Lush, The Primitives, Shop Assistants
A ouvir: The Manhattan Love Suicides (Magic Marker, 2006)

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