"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Contra-corrente

















Como blogue actual que se preza, o April Skies não poderia deixar passar em claro o "acontecimento" do dia, ou quiçá do ano, em metade da blogosfera: o lançamento do novo disco dos Vampire Weekend, o segundo depois da estreia homónima que combinava as "africanices" de Paul Simon e dos Talking Heads com a atitude totó (mas sem o estilo) dos Orange Juice. Admito até que Vampire Weekend contivesse algumas ideias interessantes, mas nada que justificasse a elevação da banda nova-iorquina aos píncaros da inovação.
Quanto ao novo Contra, depois de várias escutas atentas, este que vos escreve divide-o em duas partes distintas:
- Uma primeira parte na qual os betinhos, munidos dos seus teclados Bontempi, invocam a memória do inenarrável Zé Figueiras da fase tirolesa. Estes primeiros temas são banda sonora indicada para bater palminhas e ensaiar algumas coreografias patetas;
- Na segunda metade, aposta-se em canções essencialmente mais contidas na excentricidade. Detectam-se algumas aproximações às linguagens dançantes desenvolvidas no último dos Franz Ferdinand, com resultados igualmente desapontantes. Aqui e ali, há também uma ou outra incursão pela grandiosidade de uns Last Shadow Puppets, mas faltam a Ezra Koenig 9/10 do talento de Alex Turner na nobre arte de escrever canções.
Convém ainda referir que, dispersas pelo disco, as linguagens musicais provenientes das Caraíbas ocupam algum do espaço que no registo prévio pertencia em exclusivo às tendências afro. Prevê-se pois que, em breve, muitos dos scenesters da nossa praça ocupem uma boa parte do seu tempo a vasculhar velhos discos de música tradicional da República Dominicana e do Haiti...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Vaga fria vs. Vaca fria















Algumas apostas recentes da Matador Records já me faziam temer pelo rumo a seguir por aquela que foi, nos últimos quinze anos, a mais relevante das editoras independentes. Quem não consumiu avidamente as compilações do selo nova-iorquino que incluíam bandas tão entusiasmantes como Pavement, Yo La Tengo, Guided by Voices, The New Pornographers, Helium, Come, ou Bailter Space? O último sinal de derrocada é dado agora, com a rendição da Matador à recente tendência para a recuperação dos sons sintetizados que há quase trinta anos eram considerados futuristas, mais concretamente à facção humanóide da coisa. Fala-vos da recente edição de Love Comes Close, álbum de um colectivo intitulado Cold Cave, que vem rotulado de experimentalista mas que se limita à prática de sonoridades electrónicas primitivas. As vozes são duas: a dele grave e com ar de caso, a dela com a aparente lascívia que garante um lugar cativo nas pistas de dança dadas a modas passageiras.
Fonte privilegiada garanta-me que uma das próximas contratações da Matador dá pelo nome de Euryth..., perdão, Editors...

http://www.myspace.com/coldcave

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Your name isn't Rio, but I don't care for sand















Não resisto a partilhar com o meu vasto auditório uma breve resenha à mais recente reedição de Rio (1982) - é assim a cada dois anos -, segundo álbum dos estilosos Duran Duran. A autoria é de David Stubbs, editor da Wire e colaborador da Uncut (revista onde a dita foi publicada), jornalista conhecido pelo seu estilo cáustico. Para os mais jovens, refira-se que os Duran Duran foram, na alvorada de oitentas, a mais bem sucedida banda - sobretudo junto do público feminino - desenhada por hairdressers e fashion designers. Ou, trocado em miúdos, os progenitores dos Killers...

"In the same year that ABC, Scritti and the Associates were taking pop where it hadn't been before, Duran were hogging the lion's share of records sales with their travel brochure/cocktail menu pop fantasies. Measure the difference between Roxy's allusion to Rio in "Virginia Plain" and the tittle track here - it's as depressive as Thatcherism. "Save A Prayer" cries out for redemption but is sonic thousand island dressing, while "Hungry Like The Wolf" epitomises Duran's misplaced aspiration. Ultimately, some pop dreams are about transcence, others about yachts."

Na mouche, David!

domingo, 8 de março de 2009

A linha do horizonte
















No meio musical, facção mercenária, a semana que passou fica marcada pelo regresso aos discos dos quatro irlandeses agraciados pelo nosso ex-Presidente com a Ordem da Liberdade. O "acontecimento" teve honras de telejornais e motivou o prolongamento do horário nocturno das lojas para receber as habituais romarias de batalhões de nerds, algo que já não era visto desde o lançamento do último livro de J. K. Rowling.
Sobre o disco propriamente dito pouco posso dizer, pois não o ouvi nem tenciono ouvi-lo. No entanto, não consegui evitar ser bombardeado com o novo single, mais um que irá fazer as delícias das RFMs deste mundo. O dito, que vem embrulhado num videoclipe de dispendiosa pirotecnia, suscita-me a seguinte questão: para que o mundo precisa de uns Queens of the Stone Age sintéticos se os naturais já cá estão a mais?
A fazer fé no que tenho lido e ouvido da generalidade dos especialistas, No Line On The Horizon é o melhor disco dos U2 desde Pop. Ou até, na opinião de alguns, o melhor desde Zooropa. Lembro no entanto que, neste contexto, "o melhor" significa "o menos mau". Lembro também que algo de semelhante já tinha sido dito sobre o anterior. E, em jeito de premonição, posso garantir que há-de ser dito sobre o seguinte... Vai uma aposta?

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

The queen is not dead, yet

















Canal 1 da RTP, por volta da nove da noite de terça-feira. O programa é 30 Minutos. José Rodrigues dos Santos, no seu estilo histriónico, apresenta-nos um tal Ricardo Qualquer-Coisa, o primeiro português com um papel principal num musical do West End londrino. A mim, o feito do rapaz, deixa-me tão orgulhoso da nacionalidade como o distinção da FIFA ao CR7, a raça do cão do Obama, as vitórias eleitorais de Alberto João, o sujeito que ocupa o Palácio de Belém, ou aquele outro que está sepultado no Vimieiro. Ainda o jornalista que mais livros vende no Jumbo de Alfragide, faz-nos a sinopse do dito musical que presta tributo a essa aberração que me recuso a pronunciar o nome: Ricardo representa um Freddie Mercury do futuro que combate uma espécie (alienígena?) de malfeitores que veio para matar o rock'n'roll.
O que Rodrigues dos Santos talvez não saiba, ou não quer dizer, é que o rock'n'roll definha lentamente há mais de três décadas. E os responsáveis por este estado moribundo são, precisamente, gente da estirpe dos Freddie Mercurys do passado e dos Ricardos Quaisquer-Coisas do presente.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Questões pertinentes (ou nem por isso)

IMAGEM:
Pieter Brueghel - Paisagem com a Queda de Ícaro (1554-55)
[Museu Real de Belas Artes da Bélgica]

- Porque será que a crítica a Tonight: Franz Ferdinad publicada no último número da revista DN Sábado (Diário de Notícias de 31 de Janeiro) tem tantas semelhanças com esta outra, publicada com algumas semanas de antecedência na Uncut? Mera coincidência de opiniões na análise ao novo (e algo frouxo) disco da banda escocesa? Quero pensar que sim.

- Como é possível que o disco de estreia de uns tais White Lies tenha entrado directamente para o primeiro lugar do top de vendas britânico? Será que o miserabilismo de pose estudada deixou de ser exclusivo de putos imberbes e tornou-se um fenómeno de massas? Entre isto e os My Chemical Romance difere o cheiro.

- Porque será que uma parte considerável de uma certa comunidade dita alternativa, por norma preconceituosa para com o hip hop, não se cansa de bradar as virtudes de "Dancing Choose", tema do último álbum dos TV on the Radio? É que "aquilo" é hip hop. E do mau...

- O que quererá dizer Brandon Flowers, vocalista dos The Killers, com as palavras "are we human, or are we dancer" no refrão de "Human", seguramente a pior canção do ano passado? (E a concorrência era forte).

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Second coming


Para a salvação dos comuns mortais, o Messias desceu de novo à Terra. É negro e tem super-poderes, o que comprova tanto a tese de Malcolm X, como as sagradas escrituras. Os sinais desta segunda vinda do Redentor começam a manifestar-se:

(Som & Imagem aqui. Blaarrrgh!)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Diz-se que...

... os Xutos comemoram hoje trinta anos e dois dias de existência. Que se fodam os Xutos!