"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

R.I.P.



ROBERT YOUNG
[1964-2014]

A notícia só foi tornada pública nas primeiras horas de hoje mas, aparentemente, já data da passada terça-feira a morte, de causas ainda desconhecidas, de Robert Young, antigo guitarrista dos escoceses Primal Scream, que fundou juntamente com Bobby Gillespie há mais de três décadas. Alcunhado de Throb pelos seus companheiros, Young militou desde a fase embrionária em 1982 até 2006 na banda que, a partir da emulação dos seus ídolos, e com constantes reinvenções, influenciou, como poucas, sucessivas novas gerações no último quarto de século. No total, gravou com os Primal Scream qualquer coisa como oito álbuns.

Na realidade, o papel inicial de Robert Young era o de baixista, condição que exerceu no par de singles iniciais para a Creation Records e no álbum de estreia Sonic Flower Groove (1987), quando os Primal Scream ainda eram uns putos obcecados pelos Byrds, dificilmente diferenciáveis de milhentas bandas do contingente indie britânico de então. Por alturas do segundo longa-duração (Primal Scream, de 1989), transitou para a guitarra, num disco que apresenta uma considerável dureza rock mais do seu agrado, mas que não deixa saudades. A sorte mudaria com o excepcional Screamadelica (1991), ponte entre o útimo fôlego acid-house e a década do renascimento do rock que marcaria o resto dos 1990s. Curiosamente, o ponto de partida do álbum que mudaria a sorte dos Primal Scream foi o tema "Loaded", no fundo uma remistura de "I'm Losing More Than I'll Ever Have", tema do álbum anterior com um papel preponderante de Young. Sentiu-se novamente como peixe na água no desequilibrado Give Out But Don't Give Up (1994), nova inflexão ao rock de inspiração stonesy. No entanto, não torceu o nariz às experimentações levadas a cabo no celebrado Vanishing Point, trabalho em que o electrónica, o dub, e o kraut são matérias exploradas. Tal exploração conheceu novos desenvolvimentos no incendiário XTRMNTR (2000), que foi o último álbum da história da Creation, e no aceitável Evil Heat (2002), ambos com a trabalho de guitarra "tratado" pelo mestre Kevin Shields, então ainda no longo período sabático dos My Bloody Valentine. Young despediu-se das lidescom Riot City Blues (2006), apenas um disco mediano com o travo rock da sua predilecção.

Depois de abandonar a afamada vida boémia da sua banda de sempre, Robert Young afastou-se da música e dedicou-se essencialmente ao papel de pai e marido. Apesar do afastamento, Throb não foi esquecido pelos seus pares, de dentro e de fora dos Primal Scream, que ao longo de todo o dia lhe dispensaram sentidas e bonitas mensagens de homenagem.

Gentle Tuesday by Primal Scream on Grooveshark
[Elevation, 1987] 

I'm Losing More Than I'll Ever Have by Primal Scream on Grooveshark
[Creation, 1989]

Loaded by Primal Scream on Grooveshark
[Creation, 1990]

Kowalski by Primal Scream on Grooveshark
[Creation, 1997]

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

O jogo das diferenças #24


THE WANNADIES
Bagsy Me
[Snap, 1997]

PRIMAL SCREAM
Country Girl (single)
[Columbia, 2006]

terça-feira, 19 de março de 2013

The year that the world broke



















Foto: Dean Chlakley

Também sendo verdade o contrário, há bandas pelas quais não damos um chavo ao começo e que, com o tempo, vêm a revelar-se capazes de operar autênticas revoluções no seio da música popular. Não haverá, com certeza, melhor exemplo do que os dos Primal Scream, dos quais a estreia jangly não fazia deles mais do que uma das muitas bandas indie que, há época, viviam ensombradas pelos Byrds. Mais periclitante se previu o futuro quando se vestiram de cabedal, deixaram o cabelo crescer, e assumiram uma postura rock de travo retro algo bafiento. Nada faria prever que, em alvores de noventas, esta seria a banda que melhor assimilaria a "cultura pastilhada" num portentoso disco que cruzava o rock e a dance music com a eficácia de nenhum outro até então ou depois de então. A partir daí, tornaram-se motivo de seguidismo e não o contrário. Sem esconderem a reverência pelos seus ícones, experimentaram a facção funky do rock, a electrónica vanguardista com contaminações dub, o extremismo noise ligado à mesma electrónica, e ainda sonhos narcóticos temperados com kraut. A longo deste trajecto verdadeiramente camaleónico, duas coisas permaneceram imutáveis: a liderança incontestada de Bobby Gillespie e a atitude irreverente de quem não se conforma com o establishment.

Depois de um par de discos que nada trouxeram de novo ao caminho já trilhado, com o anúncio de um novo trabalho surge sempre a esperança que a carreira desta banda tão imprevisível ganhe novo fôlego. Afinal de contas, já lá vai uma boa década desde o último registo digno de nota. Com a iminência de More Light, a sair no actual contexto mundial lá para meados, não terei sido o único a prever nova insurreição sob a forma de um petardo tão demolidor quanto XTRMNTR (2000). Tanto mais que é conhecido o envolvimento de Kevin Shields e Debbie Googe, ambos dos My Bloody Valentine, o primeiro de regresso às colaborações com a banda, a baixista em substituição (temporária) de Mani, que entretanto se dedicou a 100% ao sonho antigo da reunião dos Stone Roses. Entretanto, sabe-se que esta última, agora também envolvida no regresso dos MBV, já no decurso das gravações, cedeu o seu lugar à desconhecida Simone Butler. Sabe-se ainda que o lote de convidados inclui Robert Plant, Mark Stewart (The Pop Group), e a Sun Ra Arkestra.

Com tais condimentos, a julgar pela primeira amostra e para nossa desilusão, More Light não será a tão esperada revolução que o mundo no seu global, e o mundo musical em particular, precisam. O tema em questão, que leva o título do ano em curso, mais não é do que um tema na linha do anterior trabalho, o relativamente desapontante Beautiful Future (2008). No entanto, há que enaltecer o brilhante tratamento de guitarra, cortesia de Kevin Shields, e o desenvolvimento de um mantra psicadélico na versão longa que se apresenta mais abaixo. Igualmente nesta versão, ganha todo o esplendor o magnífico vídeo realizado por Rei Nadal. Uma nota ainda para as invectivas panfletárias apontadas aos "senhores do poder", ou não fosse este o ano de todas as convulsões. Portanto, nem tudo estará perdido se os restantes temas não resumirem o inconformismo a pouco mais do que palavras.

 
"2013" [First International, 2013]

segunda-feira, 19 de março de 2012

Singles Bar #73








PRIMAL SCREAM
Loaded
[Creation, 1990]





Há muito, muito tempo, ainda era concedido às bandas tempo para "crescerem". Em muitos casos, começavam de forma imberbe, iam refinando as ideias e, quando valiam realmente a pena, lançavam o disco definitivo. Que o digam os Primal Scream, que se lançaram como um combo jangle-pop obcecado pelos Byrds e mais umas quantas lendas dos bons velhos sixties que não parecia ir a lado nenhum. Praticamente condenados a constar como nota de rodapé no livro indie-pop britânico da segunda metade de oitentas, um golpe de rins, com os ouvidos na dançante Madchester, catapultou-os para a estratosfera e, pelo caminho, moldou uma boa parte da música da década de 1990.

Para tal bastou a transfiguração de um tema dessa fase menor, uma daquelas baladas com as quais, de quando em vez, Bobby Gillespie deixa libertar o soul man interior. Quem não acredita, pode conferir a versão original de "I'm Losing More Than I'll Ever Have" no lado B da rodela. A parte de leão pelo mérito no volte-face da carreira dos Primal Scream tem de ir para Andrew Weatherall, responsável pela remistura, de tal forma radical que gerou um tema completamente novo. Do original, "Loaded" aproveita apenas resquícios: os sopros, partes da letra, partes do piano de Martin Duffy. O resto faz-se de uma significativa alteração rítmica, assente num loop hipnótico, coros gospel, e invectivas de Gillespie ao hedonismo. A dar o mote, logo no começo, o sample das palavras de Peter Fonda no filme The Wild Angels (e não Easy Rider, como erroneamente se diz por aí), de Roger Corman, confere um certo tom de transgressão. Para a celebração contribuem ainda samples avulsos das mais diversas proveniências. 

O sucesso da experiência havia de conhecer novos desenvolvimentos na ligação da banda com Weatherall, culminando no incontornável Screamadelica. Mais do que um álbum, este disco é uma colecção de singles, remisturas, e experiências várias, de uns Primal Scream que descobriram o poder libertário da dança sem deixar de lado o sentir rock. Independentemente disso, ninguém me irá desmentir se afirmar que o disco é banda sonora indissociável desses alvores de noventas em que o mais importante era to have a good time.


segunda-feira, 9 de maio de 2011

Mil imagens #18


Bobby Gillespie (Primal Scream), 1991
[Foto: Tom Sheehan]

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

10 anos é muito tempo #18

 

PRIMAL SCREAM
XTMNTR [Creation, 2000]

Se um certo figurão do meio pop-rock é habitualmente apelidado de camaleão, em virtude da capacidade para se reinventar, não existirá certamente epíteto que se ajuste às constantes transformações estéticas operadas pelos Primal Scream no decurso da sua já longa carreira. Nascidos como indie-poppers devotos dos Byrds e de outros percursores do chamado jangle, ameaçavam ficar a constituir nota de rodapé do género. Mas eis que surge o primeiro rasgo de génio sob a forma de Screamadelica (1991), celebração da cultura hedonista movida a ecstasy e disco determinante na conciliação das linguagens dance e rock. No injustiçado Give Out But Don't Give Up (1994) revisitavam o blues-rock carnal dos Stones da melhor safra.  Quando todos se debatiam com as tensões pré-milénio, os Primal Scream gravavam o incompreendido e desafiante Vanishing Point (1997), expiação dos demónios com o intuito de preservar a sanidade mental. Ultrapassado o fantasma do bug, insuflados de uma fúria raivosa, os Primal Scream decidem manifestar a  revolta e a incompreensão para com um mundo à beira do caos. O alinhamento político à esquerda aflorado em ocasiões anteriores é, em XTMNTR, assumido sem amarras, expresso não só nas palavras, cruas e agressivas, mas também no suporte musical, negro e violento. Quer isto dizer que, quando muitos se rendiam à inexpressividade da denominada "música papel-de-parede", os Primal Scream, avessos a comportamentos em manada, propunham um disco facilmante rotulável como uneasy-listening.
As honras de abertura de XTMNTR cabem ao explícito "Kill All Hippies", tentativa conseguida de injectar atitude à boçalidade big beat, com o intro e o outro a cargo de um voz infantil , o que confere um certo desafio trangressor. Sem  abdicar do elemento "electrónico", "Accelator" chama à linha da frente as guitarras prenhes de sujidade evocativa dos MC5. "Exterminator" e o derradeiro e narcótico "Shoot Speed / Kill Light" incorporam a motorika dos Neu! que conheceria outros desenvolvimentos na obra posterior dos Primal Scream. Aperentemente mais de acordo com as convenções, ambas as versões altamente enérgicas de "Swastika Eyes" partem de uma base house music para formular um incitamento ao motim na pista de dança. Normalmente possuída por uma espécie de letargia narcótica, a voz de Bobby Gillespie reveste-se de visceralidade  em "Pills", exercício próximo da militância hip-hop que não rejeita a verborreia típica com um cuspido e repetido "sick, fuck, fuck...". A fechar a primeira metade do alinhamento, "Blood Money" é um instrumental de apelo cinemático que se aventura por terrenos do free jazz e, novamente, do kraut. A partir daqui, XTMNTR concede alguma trégua aos ouvidos fustigados pela espiral cacofónica, oferecendo inclusive algum reconforto sob a forma de "Keep Your Dreams", transe apaziguador no comprimento de onda do ultra-clássico "Higher Than The Sun"
Erigido a partir de materiais aparentemente incompatíveis, XTRMNTR fica a dever a sua solidez à minúcia do trabalho congregador de Kevin Shields, responsável pelo tratamento das incontáveis camadas de guitarras que unem as pontas soltas e desbastam as farpas. Ao mago por detrás dos My Bloody Valentine é dada carta branca na revisitação de "If They Move Kill 'Em" (originalmente incluído em Vanishing Point), que corresponde com um mantra hipnótico à base de percussões aceleradas.
Aquando da sua edição, XTMNTR era anunciado como o último lançamento com chancela da Creation Records, já condenada à bancarrota depois de anos de gestão catastrófica por parte de Alan McGee, um visionário no que confere à descoberta de talentos, mas um desastre na área dos negócios. A este propósito, diga-se, foi uma despedida em beleza...


"Kill All Hippies"


"Exterminator"


"Shoot Speed / Kill Light"

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

... and now... we can't go back!

Primal Scream "Can't Go Back" [B-Unique, 2008]

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Gritos primários - Pt. 3













... e ao segundo álbum - homónimo - os Primal Scream metiam os Byrds na gaveta e assumiam o rock'n'roll por via da audição massiva dos MC5 e dos Stones. A aventura haveria de conhecer futuros desenvolvimentos de forma mais ou menos cíclica. Do disco, além desta tema, pouco mais há que mereça menção.
Nada faria prever que, alguns meses volvidos deste segundo fracasso consecutivo, os Primal Scream surgiriam renascidos e capazes de escrever uma das mais belas páginas da História da música popular.

"Ivy Ivy Ivy" [Creation, 1989]

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Gritos primários - Pt. 2

A segunda parte desta pequena "epopeia" teria obrigatoriamente de passar por "Gentle Tuesday", primeiro momento de alguma visibilidade para os Primal Scream e single de apresentação para Sonic Flower Groove (SFG), o primeiro longa-duração.
Neste tema e em todo o disco, a banda aperfeiçoa-se na técnica de reciclagem de memórias byrdsianas, não só na música, como também na roupa e nos penteados.
Pressentindo o potencial de penetração no mercado de SFG, Alan McGee, o patrão da Creation, celebrou uma joint venture com a multinacional WEA, de forma a garantir uma distribuição decente a este e outros discos. Estava enganado, e as expectativas saíram goradas. Ainda assim, SFG é um disco que ainda hoje se ouve com algum agrado. O culto a que foi votado por estas bandas à data da sua edição valeria aos Primal Scream a primeira passagem por palcos portugueses.

"Gentle Tuesday" [Elevation, 1987]

terça-feira, 29 de julho de 2008

Gritos primários - Pt. 1

Em antecipação ao "acontecimento" da próxima sexta-feira, proponho uma visita à infância dos Primal Scream, em três actos anteriores à revolução operada em Screamadelica e a todo o mediatismo que daí adveio.

"Velocity Girl" (1986) conheceu primeira edição na propalada compilação NME C86, cartão de visita para um rol de bandas que marcariam um período de ouro da pop independente. Poucos meses depois, na sequência da recepção calorosa que o tema recebeu, seria incluído como lado B de Crystal Crescent, segundo single da carreira dos Primal Scream na emergente Creation Records.
A anos luz daquilo que é hoje, "Velocity Girl" apresenta um jovem Bobby Gillespie (acabadinho de gravar o clássico Psychocandy como baterista dos The Jesus and Mary Chain) já a piscar o olho às tendências da segunda metade dos sixties, num exercício twee pop apostado em seguir as pisadas dos Pastels, espécie de gurus do género. Pura inocência açucarada em menos de 90 segundos...



terça-feira, 22 de julho de 2008

Em escuta #31


















PRIMAL SCREAM
Beautiful Future
[B-Unique, 2008]

Numa carreira que leva já mais de vinte anos, são mais as vezes que os Primal Scream mudaram de rumo estético do que aquelas que Liz Taylor mudou de marido. Beautiful Future, a nova aventura de Bobby Gillespie e seus pares, resulta em certa medida como uma compêndio dos géneros anteriormente abordados. Nem sempre com sucesso, diga-se. Mas, a quem conta já com dois álbuns históricos tudo se perdoa. Dois anos após o sofrível Riot City Blues, espécie de remake pálido do incompreendido Give Out But Don't Give Up (1994), eis que, não obstante alguns desvios menores, regressam ao trilho certo.
O pontapé de saída deste álbum, que é já o nono de uma carreira errante, dá-se com o tema-título, pop optimista, cheio de boogie, e uma espécie de recado aos que já decretavam a morte da banda. Segue-se-lhe, em registo Primal Scream vintage, "Can't Go Back", tema altamente apelativo que combina com sucesso a pulsão rock e os ritmos dançantes, justificando a escolha para single de apresentação. "Uptown" e "The Glory Of Love" introduzem os ritmos funk. O primeiro leva o nome de um tema de Prince e é nitidamente devedor do "pequeno génio"de Minneapolis. O segundo, com laivos kraut, remete-nos para Evil Heat (2002). Na sujidade negra de "Suicide Bomb", igualmente de filiação teutónica, encontramos um dos pontos altos de Beautiful Future. "Zombie Man" é o inevitável e dispensável número Stones. Depois, é suster a respiração para o belíssimo "Beautiful Summer", pop imaculada com malha de guitarra irresistível.
Para a parte final do disco ficam guardadas as colaborações dos convidados mediáticos: Lovefoxxx, Linda Thompson e Josh Homme. Com a frontwoman das CSS, Gillespie tenta fazer de "I Love to Hurt (You Love to Be Hurt)" - sem sucesso - a reedição do dueto com Kate Moss na versão do clássico "Some Velvet Morning". Já a lenda folk, numa colaboração algo inesperada, contribui para que "Over And Over" seja o grande momento de todo álbum. E o mais bonito, também. Por último, resta dizer que os solos de Homme fazem tanta falta a "Necro Hex Blues" como os últimos discos dos Queens of the Stone Age fazem ao mundo. Muito pouca, por sinal.
Amputado de alguns momentos de menor inspiração, Beautiful Future teria condições para entrar para o lote dos obrigatórios dos Primal Scream. Assim, restam a meia dúzia de temas irrepreensíveis que permitem aspirar a um futuro bonito, e uma forte convicção de que devem resultar muito bem em palco. Para conferir dentro de poucos dias...

segunda-feira, 10 de março de 2008

MORTE AOS HIPPIES!

Dia 1 de Agosto @ Paredes de Coura! YES!!!

Primal Scream "Kill All Hippies" (Creation, 2000)

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

DREAM TEAM

A foto dos Primal Scream em epígrafe foi tirada por alturas da edição do álbum Xtrmntr. Para além da banda ser por si só uma "instituição", alguns dos membros que então a integravam tinham um currículo digno de respeito. A saber:
- Bobby Gillespie: The Jesus & Mary Chain;
- Martin Duffy: Felt;
- Mani: The Stone Roses;
- Kevin Shields: My Bloody Valentine.