"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Duetos #31












Qualquer dos discos dos extintos The Delgados vive da dinâmica da alternância das vozes de Alun Woodward e Emma Pollock. Neste tema, é ele que assume o protagonismo. Mas é a entrada dela em cena que, apesar da discrição, sublinha a grandiosidade do suposto refrão. Obviamente, é uma subversão por parte dos escoceses à popular canção dos Fab Four.

"All You Need Is Hate" [Mantra, 2002]

segunda-feira, 19 de abril de 2010

10 anos é muito tempo #20




THE DELGADOS
The Great Eastern
[Chemikal Underground, 2000]

Apesar de não terem obtido o reconhecimento imediato (e o culto) dos conterrâneos e contemporâneos Mogwai, os The Delgados (o nome é inspirado no ciclista espanhol Pedro Delgado) acabaram por ter um papel central no cenário independente escocês da década de 1990. É propriedade deste extinto quarteto a editora (e os estúdios) Chemikal Underground, responsável pelo lançamento de discos dos próprios, mas também dos citados Mogwai, dos Bis, dos Arab Strap, e dos Aerogramme, todas bandas responsáveis pelo ressurgimento indie da Escócia, uma década depois das glórias twee-pop.
Depois de um par de discos relativamente interessantes, mas ainda em busca de uma identidade, para o terceiro álbum, a banda de Glasgow requisitou os serviços de Dave Fridmann, vindo de definir os parâmetros do novo psicadelismo com os já clássicos Deserter's Songs (Mercury Rev) e The Soft Bulletin (The Flaming Lips). Sob a batuta do credenciado produtor americano, os The Delgados refinam uma fórmula de pop sinfónica adornada por arranjos sumptuosos mas, ainda assim, perfeitamente contida e profundamente sincera. No conjunto, dominam a melancolia e as paisagens bucólicas. Como forma de escape aos paradigmas da pop de cariz pastoral, muitas vezes causadores de alguma sonolência, a banda recorre amiúde a picos de tensão sónica que tanto podem advir de arranjos de cordas saturados ("American Trilogy"), como de descargas de distorção ("Thirteen Gliding Principles"). Neste último, os créditos vocais repartem-se por Emma Pollock e Alun Woodward, num despique que realça as diferenças abissais entre as duas vozes. Ela mais cristalina, ele mais áspero, vão-se alternado nos restantes temas, criando uma dinâmica de contrastes que fazem de The Great Eastern um disco de digestão lenta mas de proveito duradouro.


"American Trilogy"


"Accused Of Stealing"


"Thirteen Gliding Principles"

domingo, 18 de março de 2007

SINGLES BAR #6

THE DELGADOS
Pull The Wires From The Wall (Chemikal Underground, 1998)

Quando tive conhecimento da dissolução dos Delgados em 2005, pairou sobre mim aquela sensação amarga que, uns anos antes, tinha sentido a propósito do fim dos Afghan Whigs: mais uma boa banda que acaba sem nunca ter tido o reconhecimento merecido.
Sem ser a oitava maravilha do mundo, esta banda escocesa produziu uns quantos álbuns dignos de umas quantas audições e, sobretudo, um punhado de singles capazes de sensibilizar qualquer indie kid.
De entre todos esses singles, destacaria "Pull The Wires...", canção daquela beleza frágil e melancólica e de quietude ligeiramente bucólica. A harmoniosa voz de Emma Pollock encaixa na perfeição sobre aquela secção de cordas discreta, a evitar grandiloquências épicas supérfluas.
Curiosamente, um dos grandes entusiastas da banda foi o saudoso John Peel que, além de ter convidado a banda para inúmeras sessões (reunidas no CD duplo The Complete BBC Peel Sessions de 2006), tinha "Pull The Wires..." entre os seus temas de eleição nos últimos anos de vida.
Como compensação pelo fim inglório, resta-nos o consolo de os Delgados terem mantido viva a editora Chemikal Underground, fundada pela própria banda e responsável por algumas edições de relevo na profícua e eclética cena musical de Glasgow, como Mogwai, Arab Strap, Aerogramme e, obviamente, The Delgados.