"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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quarta-feira, 9 de março de 2011

It says something to me about my life















Há sinais de ventos de mudança na linha editorial da revista Mojo, pelo menos a ajuizar pelos dois últimos números que, ao invés do destaque às velhas carcaças do costume, trazem à capa (vá lá!) um par de bandas com menos de 30 anos. Se o número de Março (estes coisas em Inglaterra andam com um mês de avanço), os Nirvana foram motivo de extenso artigo, com direito a CD de oferta que apresenta uma selecção de bandas que marcaram o som de Cobain & C.ª, a mais recente edição dá capa a essa instituição indie chamada The Smiths. A propósito da aproximação da passagem de um quarto de século sobre a edição do mega-superlativo The Queen Is Dead, a Mojo oferece-nos, entre outras minudências, um minucioso enquadramento temporal daquele disco e uma análise track-by-track por uma série de devotos mais ou menos famosos. Em complemento, na página on-line, a revista desafia os mais versados em smithologia num cover quiz que, garanto-lhes, tem pouco de fácil. A cereja no topo do bolo, e em consonância com o espírito de insurreição dos The Smiths, é o habitual CD gratuito, desta feita preenchido com alguns dos nomes mais inconformistas do espectro indie britânico. Entre outras, incluem-se faixas de Robert Wyatt, Billy Bragg, Mekons, The Band of Holy Joy, Orange Juice, e McCarthy. E também esta pérola carregada de vitríolo extraída do último trabalho de um dos mais duradouros e ignorados casos de independência made in UK.


Half Man Half Buscuit _ "National Shite Day" [Probe Plus, 2008]

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A criação de todas as coisas
















Tem apenas uma página, mas é motivo suficiente para a aquisição do mais recente número da revista Mojo. Isto se a reinterpretação por uma série de devotos do clássico Harvest de Neil Young não bastar para vos fazer abrir cordões à bolsa. Falava-vos da entrevista com Alan McGee, na qual o desalinhado escocês discorre sobre Upside Down, o documentário de Danny O'Connor dedicado à "sua" Creation Records prestes a estrear. Do dito, esperam-se muitos relatos de excessos, mas também os testemunhos daqueles que estiveram no epicentro de algumas das mais felizes aventuras da pop britânica das décadas de 1980 e 1990: primeiro o jangle-pop revivalista de sessentas, depois o shoegazing, e por fim a consagração em pleno frenesim brit-pop.  Ao realizador, McGee expressa toda a sua gratidão. O mesmo sucede para com Bobby Gillespie, sem o qual, diz, o filme não teria sido possível. Outros encómios para com este último incluem a eleição dos Primal Scream a banda n.º 1 da Creation e a responsabilização de mister Bobby G por lhe ter dado a conhecer os Jesus and Mary Chain e os Teenage Fanclub. Já a ele próprio, atribui o mérito pelas "descobertas" de My Bloody Valentine, Ride e Oasis. Confessa ainda um grande arrependimento: ter deixado "escapar" os Stone Roses. Ficamos ainda a saber que adora a vida pacata de reformado (é oficial, esclarece) retirado no País de Gales.
Enquanto uma alma caridosa não faz chegar Upside Down a esta praia à beira do Atlântico, vamos salivando com o trailer:



sábado, 7 de novembro de 2009

I was waiting for my mag





















Cliente fiel da Uncut vai para dez anos, tenho vindo a notar um decréscimo de interesse dos conteúdos nos últimos quatro/cinco, de certa forma em sintonia com produção musical. Neste período, repetem-se as capas com os Stones, com o Springsteen, com o Dylan, com os Grateful Dead, ou com os Beatles, ao ponto de deixar o mais indefectível verdadeiramente enfastiado. E, no caso dos últimos, sei do que falo... O bater-no-fundo terá mesmo sido a lista dos 150 "melhores" álbuns da década publicada na edição do mês passado, com escolhas de gosto duvidoso dignas de uma Q...
E, eis que a redenção surge já no mais recente número, com a melhor edição da revista em mais de meia década. Na capa, os incontornáveis Velvet Underground, no interior um artigo com os primeiros anos da relação artística e pessoal algo acrimoniosa de John Cale e Lou Reed, nas palavras do primeiro, e, para mais, recheado com fotos inéditas. Há ainda outras matérias de interesse com Edwyn Collins; Purple Rain (o filme) do pequeno génio que dá (ou dava?) pelo nome de Prince; o making of do clássico indie "Freak Scene", dos Dinosaur Jr.; o maverick Graham Coxon; a história resumida das Slits, a propósito do regresso das percursoras do movimento riot grrrl; e ainda a resenha da reedição comemorativa dos 20 anos de Bleach, o primeiro álbum dos Nirvana, com depoimentos de alguns intervenientes. A cereja no topo do bolo é o habitual CD gratuito, provavelmente o melhor dos doze anos e meio de história da revista, com quinze temas a prestar vénia ao legado de Reed, Cale & C.ª. Entre as escolhas criteriosas desta "revolução de veludo" contam-se temas fabulosos de Suicide, Smog, Vivian Girls, The Feelies, Thee Oh Sees, Loop, The Black Angels, e esta pérola das eminências escocesas que ousaram combinar a rugosidade dos VU com o acetinado da soul para "inventar" o indie pop:


Orange Juice
"Blue Boy" [Postcard, 1980]

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Your name isn't Rio, but I don't care for sand















Não resisto a partilhar com o meu vasto auditório uma breve resenha à mais recente reedição de Rio (1982) - é assim a cada dois anos -, segundo álbum dos estilosos Duran Duran. A autoria é de David Stubbs, editor da Wire e colaborador da Uncut (revista onde a dita foi publicada), jornalista conhecido pelo seu estilo cáustico. Para os mais jovens, refira-se que os Duran Duran foram, na alvorada de oitentas, a mais bem sucedida banda - sobretudo junto do público feminino - desenhada por hairdressers e fashion designers. Ou, trocado em miúdos, os progenitores dos Killers...

"In the same year that ABC, Scritti and the Associates were taking pop where it hadn't been before, Duran were hogging the lion's share of records sales with their travel brochure/cocktail menu pop fantasies. Measure the difference between Roxy's allusion to Rio in "Virginia Plain" and the tittle track here - it's as depressive as Thatcherism. "Save A Prayer" cries out for redemption but is sonic thousand island dressing, while "Hungry Like The Wolf" epitomises Duran's misplaced aspiration. Ultimately, some pop dreams are about transcence, others about yachts."

Na mouche, David!

terça-feira, 17 de junho de 2008

O fim do magnetismo?!

Quatro meses volvidos desde o último número, e a Magnet - uma publicação supostamente bi-mensal - teima em não dar sinais de vida... Por sinal, essa foi a única edição da revista em 2008...

domingo, 18 de maio de 2008

Ch-ch-changes


  1. 'Heroes'
  2. Ziggy Stardust
  3. Fame
  4. Starman
  5. Space Oddity
  6. Ashes To Ashes
  7. Rebel Rebel
  8. Changes
  9. Life On Mars?
  10. Let's Dance

A lista supra foi publicada no número mais recente da Uncut. À semelhança do que já aconteceu com outros artistas (Paul Weller, John Lennon, The Smiths, The Beatles), a revista britânica apresenta uma lista ordenada daqueles que são, na opinião de uma série de músicos (e não só), as trinta melhores canções daquele a quem chamam o Camaleão. Entre os "votantes" conta-se gente tão ilustre como Robert Wyatt, Johnny Marr, Siouxsie Sioux, Alex Kapranos, Tony Visconti, Ricky Gervais, ou Alex Turner, ou gente tão insuportável como Keith Richards ou Dave Grohl. Discutível, como qualquer lista do género, os trinta temas escolhidos retratam de forma satisfatória uma carreira que leva já quatro décadas.
Não pretendendo abraçar a árdua tarefa de elaborar a minha lista pessoal, posso, no entanto, confessar-vos algumas certezas: do meu top ten não fariam parte o hard rock para motoqueiros de "Rebel Rebel", nem tão pouco o funk plástico de "Let's Dance"; em contrapartida, temas como "Rock'n'Roll Suicide" ou "The Man Who Sold The World" teriam lugar entre os primeiros. Quanto ao número um, por muito bom - e bom é dizer pouco - que "'Heroes'" possa ser, desceria um lugar, cedendo o trono a este:

David Bowie "Life On Mars?" [EMI, 1971/1973]

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

INDIE TOP 50

No seu número mais recente, em que os Smiths têm honras de capa, a revista Mojo publica uma lista com os 50 discos mais marcantes da cena independente do Reino Unido. Sem se limitar a um formato específico, e dando a primazia a primeiras obras, as cinquenta escolhas da publicação britânica são, como sempre, discutíveis. Por estes lados, foram notadas com alguma surpresa, não só as ausências de Prefab Sprout, A.R. Kane e Talulah Gosh, como as posições modestas ocupadas por Aztec Camera e The Wedding Present. Ainda assim, a lista poderá ser um óptimo guia de pesquisa para iniciados.
Sem querer ser demasiado exaustivo, deixo-vos uma listagem dos vinte primeiros:

1. The Smiths This Charming Man (1983)
2. The Jesus And Mary Chain Psychocandy (1985)
3. Orange Juice You Can't Hide Your Love Forever (1982)
4. The Fall How I Wrote 'Elastic Man' (1980)
5. My Bloody Valentine You Made Me Realise (1988)
6. Joy Division Transmission (1979)
7. Arctic Monkeys I Bet You Look Good On The Dancefloor (2005)
8. The La's There She Goes (1990)
9. The Stone Roses The Stone Roses (1989)
10. Primal Scream Crystal Crescent/Velocity Girl (1986)
11. Felt Forever Breathes The Lonely Word (1986)
12. Subway Sect Ambition (1978)
13. The House Of Love Destroy The Heart (1988)
14. Belle & Sebastian Tigermilk (1996)
15. Echo & The Bunnymen Crocodiles (1980)
16. Wire Outdoor Miner (1979)
17. Teenage Fanclub Everything Flows (1990)
18. Lloyd Cole & The Commotions Rattlesnakes (1984)
19. This Mortal Coil Song To The Siren (1983)
20. Spacemen 3 Revolution (1988)

Para além de uma contextualização sucinta de cada disco, a Mojo oferece ainda aos seus leitores um excelente CD-compilação que capta eficazmente o espírito da coisa. Entre os 15 temas apresentados, podemos encontrar pequenos tesouros como "The Revolutionary Spirit" (The Wild Swans), "Up The Hill And Down The Slope" (The Loft), ou "Penelope Tree" (Felt). Ou ainda este, da banda que serviu de tubo de ensaio aos Stereolab:

McCarthy "Keep An Open Mind, Or Else" (Midnight Music, 1989)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

THE GEEKS SHALL INHERIT THE EARTH














No mais recente número da
Uncut é possível ler um interessante artigo dedicado ao momento presente da efervescente cena de Brooklyn, facção esquizóide. Para além de alguns nomes com alguma reputação (Gang Gang Dance, Grizzly Bear), a revista britânica destaca também uma série de neófitos a ter em conta (Dirty Projectors, MGMT, Yeasayer, Vampire Weekend, High Places).
Deste último lote, destacaria os MGMT (leia-se Management) como nome a reter. Partindo dos ensinamentos dos mestres Bowie e Eno, aos quais injectam a dose certa de inventividade, este duo, que em concerto se expande para um quinteto, produz algo que poderemos caracterizar de novo e refrescante. O resultado desta receita será em breve audível em Oracular Spectacular, o disco produzido pelo consagrado Dave Fridmann a merecer edição da multinacional Columbia.

MGMT no Myspace

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

UMA LISTA DIFERENTE





Ao longo de mais de duas décadas, a publicação britânica The Wire tem sido o mais importante meio de divulgação daquelas músicas que fogem às fórmulas mais estandardizadas (mesmo para os padrões indie). Nos conteúdos de alguns números mais recentes nota-se uma maior aproximação a um gosto mais próximo do convencional, o que também se pode entender como um crescente interesse do público consumidor por "outras músicas". Considerações à parte, as listas de fim de ano da The Wire continuam a assumir uma clara diferença em relação às demais. Para comprová-lo, aqui fica o Top Ten 2007 (da tabela generalista, porque a revista publica outras):

1. Robert Wyatt Comicopera
2. Burial Untrue
3. Panda Bear Person Pitch
4. OM Pilgrimage
5. LCD Soundsystem Sound Of Silver
6. Von Südenfed Tromatic Reflexxions
7. Pram The Moving Frontier
8. M.I.A. Kala
9. Battles Mirrored
10. Ricardo Villalobos Fabric 36

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

UNCUT BEST OF 2007

Com o aproximar do fim do ano, tudo o que é publicação dedicada à música apressa-se a elaborar as listas de discos que marcaram os últimos doze meses.
A primeira lista a que tive acesso é da revista britânica UNCUT, que em 2007 comemorou dez anos de vida. Com algumas surpresas e muitas suspeitas confirmadas, em oito anos que levo como leitor da Uncut, este será o ano em que menos me identifico com as escolhas, isto apesar de os cinquenta álbuns eleitos revelarem um rejuvenescimento que se encontra ausente das páginas da revista. Para os interessados, aqui fica a metade cimeira da tabela:

1. LCD SOUNDSYSTEM Sound Of Silver
2. ARCTIC MONKEYS Favourite Worst Nightmare
3. PJ HARVEY White Chalk
4. ROBERT PLANT & ALISON KRAUSS Raising Sand
5. WILCO Sky Blue Sky
6. ROBERT WYATT Comicopera
7. THE HOLD STEADY Boys And Girls In America
8. THE WHITE STRIPES Icky Thump
9. RADIOHEAD In Rainbows
10. KLAXONS Myths Of The Near Future
11. BJÖRK Volta
12. BATTLES Mirrored
13. NEIL YOUNG Chrome Dreams II
14. M.I.A. Kala
15. PANDA BEAR Person Pitch
16. GRINDERMAN Grinderman
17. SUPER FURRY ANIMALS Hey Venus!
18. VOICES OF THE SEVEN WOODS Voices Of The Seven Woods
19. FEIST The Reminder
20. BRUCE SPRINGSTEEN Magic
21. ARCADE FIRE Neon Bible
22. BABYSHAMBLES Shotters Nation
23. RILO KILEY Under The Blacklight
24. LES SAVY FAV Let's Stay Friends
25. KINGS OF LEON Because Of The Times

domingo, 18 de novembro de 2007

MAGNET #77

Chegou finalmente ao burgo o mais recente número da revista MAGNET, publicação indispensável a todos aqueles que desejam andar bem informados das mais recentes movimentações no meio indie. Com honras de capa para Jim James [os My Morning Jacket (MMJ) preparam um novo álbum], este número permite, num rápido folhear, descortinar imensos artigos para devorar: matérias extensas com os já citados My Morning JacketMMJ, Battles, Animal Collective, a nova vaga de seguidores do fingerpicking de John Fahey (Glenn Jones, Jack Rose, Sir Richard Bishop,...), e a retrospectiva das carreiras dos Ween e David You (ex-Jesus Lizard), entrevistas com Siouxsie Sioux e Robert Pollard, e ainda, artigos mais curtos com Emma Pollock (a ex-The Delgados que tem já álbum a solo e nos "oferece" a sua mixtape), Shout Out Louds, The Fiery Furnaces, e o clássico Crazy Rhythms dos Feelies.
Tudo isto é servido dentro do melhor estilo Magnet: grafismo sóbrio, excelentes fotos e textos desempoeirados.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

NÃO SOU O ÚNICO

Pergunta de um leitor da Uncut a Jim Reid dos Jesus and Mary Chain:
How do you guys feel about bands like Black Rebel Motorcycle Club, who are clearly influenced by you?
Resposta do notável cidadão de Glasgow:
I like Black Rebel Motorcycle Club and I feel sorry for them because I don't think they sound that much like the Mary Chain that it really ought to be a talking point. Personally, I think they sound more like Spacemen 3 than the Mary Chain. They've got great songs.
Pelos vistos, já não sou o único a pensar desta forma...

segunda-feira, 23 de abril de 2007

MAGNET'S LOST CLASSICS

Como forma de assinalar a sua edição n.º 75, a excelente publicação norte-americana Magnet traz um interessante artigo onde enumera 75 discos, ordenados por ordem cronológica, que considera clássicos perdidos dos 14 anos de edições que a revista já leva.
Para além do opus de 1993 So Tonight That I Might See, dos Mazzy Star do sorumbático David Roback e da estonteante e assombrosa Hope Sandoval, há por lá muitos outros a merecer alguma atenção. Aqui fica uma pequena amostra:

  • THE ARCHERS OF LOAF Icky Mettle
  • SWELL 41
  • VELOCITY GIRL Copacetic
  • SWERVEDRIVER Mezcal Head
  • CARDINAL Cardinal
  • BOWERY ELECTRIC Beat
  • BRAINIAC Hissing Prigs In Static Couture
  • COME Near Life Experience
  • CHAVEZ Ride The Fader
  • THE TRASH CAN SINATRAS A Happy Pocket
  • THE HALO BENDERS The Rebels Not In
  • CORNELIUS Fantasma
  • GRANT HART Good News For Modern Man
  • NEUTRAL MILK HOTEL On Avery Island
  • BEACHWOOD SPARKS Once We Were Trees
  • EX MODELS Other Mathematics
  • THE NOTWIST Neon Golden
  • THE ORGAN Grab That Gun
  • ANTIPOP CONSORTIUM Arrythmia

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

MAGNET #74

E por falar em My Bloody Valentine, o mais recente número da revista Magnet (uma espécie de bíblia cá da casa) publica um interessante artigo no qual Kevin Shields explica a sua versão das histórias relacionadas com a gravação do seminal Loveless. Recorde-se que, segundo a versão de Alan McGee, patrão da Creation, o dinheiro dispendido na gravação desse disco levou a editora à ruína. Além disso, Shields garante-nos algo que deixa qualquer incondicional dos MBV a salivar: "We 100 percent going to do another MBV record unless we die or something". Se eu mandasse, iam já para estúdio!

Para além da escolha dos "melhores de 2006", outros motivos de interesse na corrente edição da revista, na qual Cat Power tem honras de capa, são os artigos com The Melvins e Slint, e entrevistas com Mick Jones e Lee Hazlewood.