"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
Mostrar mensagens com a etiqueta Arctic Monkeys. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Arctic Monkeys. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Mil imagens #19


Arctic Monkeys - Sheffield, 2006
[Foto: Dean Chalkey]

domingo, 9 de março de 2008

NOVAS MACACADAS

Definitivamente... o rapaz não pára!
Alex Turner (vocalista, guitarrista e compositor dos Arctic Monkeys) tem já pronto o disco de estreia dos THE LAST SHADOW PUPPETS, projecto que divide com o amigo Miles Kane (ex-The Little Flames, actual The Rascals, duas bandas "apadrinhadas" pelos Monkeys).
Segundo os próprios, esta nova aventura nasceu do gosto comum pela música grandiosa de Scott Walker e David Bowie dos primórdios. Vai daí, começam a compor em conjunto, contratam Owen Pallett (Final Fantasy) para os arranjos e direcção da London Metropolitan Orchestra, e gravam em França as doze canções que compõem The Age Of Understatement, o álbum com edição marcada para 21 de Abril próximo.
Uma semana antes, o tema-título é lançado como single. O vídeo já roda por aí e é bem merecedor de uns quantos visionamentos.


"The Age Of Understatement" (Domino, 2008)

sexta-feira, 20 de julho de 2007

AO VIVO # 3

ARCTIC MONKEYS + X-WIFE
Coliseu dos Recreios, 18/07/2007


Há no que resta da imprensa musical portuguesa um certo alheamento em relação ao momento presente. Há muito desinteressados da pop e do rock (se é que alguma estiveram interessados), fenómenos como o dos Arctic Monkeys são o favourite worst nightmare dos nossos escribas. Uns há que concebem o universo como o raio de acção de uma certa casa nocturna para os lados de Santa Apolónia, enquanto outros vão dançando electropop como robôs de 1984. A carneirada, como não é parva, vai-se tresmalhando, os suplementos musicais vão desaparecendo, perdem-se empregos e, pior do que isso, lá se vai o bilhete de avião para Nova Iorque e as férias em Ibiza, que já não editora que pague. Entretanto, uma imensa minoria tresmalhada assiste a concertos históricos, como o de anteontem no Coliseu.

É legitímo que aqueles que, como eu, assistiram à espantosa prestação dos Monkeys em Maio do ano passado no Paradise Garage entrem no Coliseu com algum receio de que um segundo concerto menos conseguido possa manchar memórias tão gratas. Puro engano. Agora já com dois excelentes discos em carteira, os quatro de Sheffield têm ainda mais motivos (leia-se canções) para agradar ao público (e que público!) que esgota a sala.
Em perfeita sintonia com esse mesmo público, a banda instala uma autêntica celebração rock'n'roll de pouco mais de uma hora em que todos comungam, entre os primeiros acordes de "The View From The Afternoon" e os últimos de "A Certain Romance".
Pelo meio, há mesmo momentos em que se crê que o tecto vai desabar, perante tamanho frenesim: "Brianstorm", "Fake Tales Of San Francisco", "I Bet You Look Good On The Dancefloor", "Dancing Shoes", "When The Sun Goes Down"...
Avessos ao vedetismos e sem qualquer ponta de arrogância, a banda vai desfilando as canções quase em regime non stop, sem dar tempo aos merecidos aplausos. E se a perfeição é muitas vezes rondada, acaba mesmo por ser atingida nessa sublime canção de dor-de-corno movida a guitarra zombie que é "Do Me A Favour".
No final (sem encore, como mandam as regras), os milhares de seres suados e de rostos sorridentes abandonam a sala já a sonhar com a próxima vinda dos Arctic Monkeys a Portugal. É que não há (mesmo) festa como esta!
Na primeira parte, estiveram os nossos X-Wife que, como já é seu apanágio, cumpriram muito mais do que função de aquecer a sala. Com um alinhamento em tudo idêntico ao apresentado dias antes no SBSR, as canções ganham neste cenário um pendor mais rockeiro e mais negro, num claro sinal de versatilidade. Digo-lhes que poucas vezes vi uma primeira parte gerar tanto entusiasmo na plateia, como as manifestações do forte contigente portuense (olé!) fizeram questão de sublinhar.
Bem hajam os Monkeys, bem hajam os X-Wife, abençoado este público magnífico!

quarta-feira, 18 de julho de 2007

WHEN THE SUN GOES DOWN

Hoje, 21h00 @ Coliseu dos Recreios

Mais um momento apoteótico em perspectiva?

segunda-feira, 25 de junho de 2007

EVERYTHING IS OLD

€ 27,00 + o eurozito da praxe cobrado por aquela cadeia de lojas com nome idêntico ao de uma companhia de ar condicionado.
Foi este o preço que paguei pelo bilhete do concerto dos Arctic Monkeys de 18 de Julho próximo, promovido pela recém criada Everything is New. Lembrando os preços já praticados por estes senhores no festival de Algés, é a isto que eu chamo uma entrada a matar!
Mas em que país é que esta gente pensa que vive?

quarta-feira, 2 de maio de 2007

EM ESCUTA #13

ARCTIC MONKEYS
Favourite Worst Nightmare (Domino, 2007)

Depois de um fim-de-semana prolongado, que me permitiu repetidas audições do novo álbum dos Arctic Monkeys, oito conclusões sobre o dito:
- comparativamente a Whatever People Say I Am, o novo disco fica a perder apenas na ausência do efeito surpresa;
- a paleta sonora surge até mais eclética, com assomos de quase-balada ("Only Ones Who Know") e guitarras surf ("Do Me A Favour");
- as letras de Alex Turner, outrora carregadas de ironia, apresentam agora um carácter mais pessoal, num claro sinal de maturidade;
- tanto os instrumentos como a voz (e que voz!) adquirem em Nightmare uma força e coesão superiores ao passado recente;
- "Brianstorm", o primeiro single e um raro momento da tal ironia cáustica, merece ser um hino celebratório ao nível de "She Bangs The Drums" (isto quando acabar a ditadura da regurgitação de um passado não tão glorioso quanto isso);
- considerar Alex Turner o novo Paul Weller, apesar de elogioso, já é redutor;
- afinal o síndroma do "difícil segundo álbum" é uma treta para justificar a falta de talento da maioria das bandas de sucesso recente;
- e mesmo assim, os "Velhos do Restelo" do costume (os tais de "Fake Tales Of San Francisco") vão continuar indiferentes ao génio e vitalidade dos Arctic Monkeys. Talvez lá para o ano 2021, quando o Galopim lhes dedicar, com grande propriedade e nostalgia, artigos de duas páginas no suplemento musical do Correio da Manhã o caso mude de figura...

segunda-feira, 2 de abril de 2007

ARCTIC MONKEYS POR CÁ

À margem dos festivais de Verão, já com alguns nomes interessantes anunciados, a oferta dos próximos meses em matéria de concertos em solo luso não pára de crescer. Desta vez é notícia o regresso dos Arctic Monkeys (18 de Julho @ Coliseu dos Recreios, Lisboa) após o histórico concerto de Maio do ano passado no Paradise Garage.
Por essa altura, o quarteto de Sheffield virá promover Favourite Worst Nightmare, o seu segundo álbum a editar brevemente.
Como aperitivo, já se encontra disponível "Brianstorm", o single de avanço. Após algumas audições no sítio da banda no MySpace, nota-se uma certa evolução na continuidade com um notório corte na rispidez do som de um passado bem recente. No entanto, a imagem de marca dos Monkeys permanece intocável: letras mordazes de fino recorte (excelente o trocadilho do nome) e a voz de Alex Turner poderosa, como sempre.
Ainda em relação ao engrossar da oferta a que faço referência no primeiro páragrafo deste post, quer-me parecer que, tendo em conta o estado debilitado das carteiras, ainda vamos ter mais cancelamentos como o do concerto dos !!! desta semana... a ver vamos...

quarta-feira, 7 de março de 2007

MACACADAS - A 2.ª PARTE

O próximo dia 23 de Abril é a data marcada pela Domino Records para a edição de Favourite Worst Nightmare, o segundo álbum dos Arctic Monkeys - aquela banda que, na melhor tradição britânica iniciada pelos Kinks e com seguidores em The Jam e Blur, faz pequenos retratos do quotidiano da juventude em formato canção.
Depois de meio mundo se ter rendido ao registo anterior, por cá, as letras de fino recorte de Alex Turner e os brilhantes vídeos contaminados pelo realismo do cinema inglês (de Ken Loach a Mike Leigh) não foram suficientes para convencer as mesmas luminárias que, há quase duas décadas, torceram o nariz aos Stone Roses.
Será que é desta? Ou será que vão ter de esperar uns quinze anos como os Roses?