"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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terça-feira, 15 de julho de 2008

Good cover versions #9









DROP NINETEENS "Angel" (Caroline, 1992)
[Original: Madonna (1984)]

Depois de anos a penar em bandas medíocres (olá Breakfast Club!) e clubes nocturnos de má-fama, ao segundo disco, Madonna alcançava finalmente o almejado sucesso planetário. Por esses dias, Mrs. Ritchie não era ainda a raposa matreira da actualidade, sempre disposta a sugar muitas das ideias de gente mais jovem em proveito próprio. Os primeiros passos na construção do ícone deram-se com temas imberbes, de letras algo tolas, como é o caso do tema em apreço. À data da sua edição em single - em 1985 - "Angel" obteve um sucesso considerável, um pouco a reboque dos anteriores sucessos extraídos do álbum Like A Virgin. Hoje, compreensivelmente, é um tema algo esquecido da carreira de La Ciccone.
Oriundos de Boston, os Drop Nineteens foram, quase em exclusivo, representantes da (primeira) vaga shoegazing em território norte-americano. Na sua curta vida, em momento algum estiveram perto do chamado sucesso, embora Delaware seja um dos melhores exemplares daquele género que marcou os primeiros anos da década de 1990. É precisamente nesse longa-duração de estreia que podem encontrar este remake completamente adulterado de "Angel", no qual a melodia simples do original é substituída por carradas de distorção. A voz, doce e afogada nas paredes de ruído, ao bom estilo shoegazer, acaba por disfarçar a vulgaridade da letra, criando até um certo efeito hipnótico derivado da repetição abusiva do refrão.

terça-feira, 10 de julho de 2007

SINGLES BAR #11

DROP NINETEENS
Winona (Caroline, 1992)

Com esta pequena pérola, os bostonianos Drop Nineteens prestavam, há quinze anos atrás, a devida homenagem a Winona Ryder, a musa do cinema indie de então.
Numa época em que o grunge era já a nova ordem, os Drop Nineteens (juntamente com os conterrâneos The Swirlies) eram a resposta norte-americana à vaga shoegazing inglesa. No entanto, em contraste com os seus congéneres britânicos, Delaware, o excelente álbum de estreia, ostentava uma veia mais enérgica e menos espectral. O single óbvio, "Winona", com um pé no power pop, é disso um bom exemplo.
No b-side, e no pólo oposto, surgia o acústico "My Aquarium", belíssimo dueto entre Greg Ackell e Paula Kelley, igualmente incluído em Delaware.
Só estes dois temas são mais que suficientes para garantir aos Nineteens um lugar no panteão indie. A (re)descobrir urgentemente.
Vídeo de "Winona"

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

DISCOS PE(R)DIDOS #2

DROP NINETEENS
Delaware (Caroline, 1992)

Do imenso rol de bandas conotadas com o movimento shoegazing, que assolou as tabelas independentes do Reino Unido em inícios da década de 1990, os Drop Nineteens tinham a particularidade de serem os únicos provenientes de terras do Tio Sam. Originiários de Boston, cidade que num passado recente havia revelado nomes fundamentais como Dinosaur Jr., Pixies, Throwing Muses, ou Galaxie 500, os Drop Nineteens eram peixe fora de água no caldeirão indie norte-americano. A sua música, obviamente devedora da influência My Bloody Valentine, encontrava paralelo em bandas britânicas como Ride e Chapterhouse. Chega a ser caricato que o longo tema "Kick The Tragedy", basicamente instrumental, é apenas pontuado pela voz falada da segunda vocalista Paula Kelley num claro sotaque british.
A abrir o álbum, e ao bom estilo shoegazing, a faixa título é uma espécie de intro, onde a voz de Greg Ackell aparece apenas por volta dos dois minutos. Não fosse a voz, e juraríamos estar na presença de uns Mogwai dos primórdios. "Winona", uma espécie de indie hit de então, passados 15 anos consegue hoje manter toda a sua frescura pop incólume. Por seu turno "Angel", com as suas guitarras byrdsianas, figuraria com distinção no álbum Nowhere dos Ride. Num disco propício a uma audição na íntegra, poderemos ainda destacar a faixa "My Aquarium", um dueto entre os dois vocalistas, em que os contrastes entre a voz masculina e feminina proporcionam o momento mais belo de Delaware.
Logo em 1993, e após algumas mexidas no seio da banda, os Drop Nineteens editaram National Coma, o seu segundo álbum. Filiado já nas correntes da música independente americana de então, National Coma é, no entanto, mais um belo disco infelizmente ignorado.
Após a dissolução da banda em 1995, vários membros dos Drop Nineteens enveredaram por outros projectos, quer em bandas, quer a solo, sem terem alcançado resultados visíveis.
We miss you so much boys & girl...