"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

One hit wonders? Provavelmente...

Foto: Steve Gullick

Há nos Glasvegas duas características que me fazem olhá-los com alguma desconfiança: a primeira é o visual, demasiado estudado para o meu gosto; a outra é o nome que escolheram, trocadilho digno de qualquer banda de bares perdida no Portugal profundo . Quanto ao que realmente interessa - a música, obviamente -, a estreia homónima do quarteto de Glasgow é uma amálgama bem urdida (e bem produzida) das sonoridades que caracterizam a produção musical escocesa do último quarto de século, onde nem sequer falta a abordagem às temáticas sócio-políticas habituais nas bandas britânicas não-inglesas. Daí resultam canções de um dramatismo épico, com refrões que se colam aos tímpanos com demasiada facilidade.
Com a aprovação de Alan McGee, antigo patrão da Creation Records e figura influente no panorama indie britânico, e com uma campanha de promoção eficaz, foi com mais ou menos susrpresa que Glasvegas escalou aos lugares cimeiros do top de vendas do Reino Unido. Sem querer ser o arauto da desgraça, no futuro, ainda quero ver como os Glasvegas aguentam a pressão do sucesso tão prematuro...

Ainda que por aqui falte em originalidade o que sobra em bom-gosto, digam lá quem são os acólitos das sonoridades indie mais ortodoxas que conseguem resistir a esta pronúncia tão característica do povo das highlands:



"Geraldine" [Columbia, 2008]