"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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quarta-feira, 12 de março de 2014

O jogo das diferenças #27


RYAN ADAMS
Demolition
[Lost Highway, 2002]

YO LA TENGO
Popular Songs
[Matador, 2009]

terça-feira, 5 de março de 2013

Ao vivo #103

















Yo La Tengo @ Casa da Música, 02/03/2013

Velhas e respeitadas raposas da cena indie, os Yo La Tengo têm já vasto historial nos palcos deste rectângulo. Mas nem por isso deixam de, a cada vinda, merecer mais um banho de multidão. Desta vez traziam consigo o aliciante de um novo álbum, talvez o melhor que ouvimos deles na última década. Se a isto somarmos uma vontade imensa de rever pessoas amigas, estavam reunidas as condições para mais uma romaria a norte, onde, por acaso, os Yo La Tengo tocavam numa sala com condições consideravelmente melhores que as da sala que lhes fora reservada na capital.

De forma muito resumida, podemos dizer que o concerto do passado sábado, longo de quase duas horas, não diferiu grandemente do último par de vezes que o trio se cruzou no meu caminho. A principal diferença reside no reportório, obviamente com o novíssimo Fade a merecer a parte de leão. Foi, por isso, e para tristeza dos adeptos das digressões sónicas que já fizeram o passado dos Yo La Tengo, um concerto mais centrado nas canções delicadas que têm povoado os últimos trabalhos. Nestas nota-se um progressivo depuramento, com os músicos, que vão alternando de instrumentos com relativo à vontade, a porem especial atenção em cada detalhe, extraindo das canções uma complexidade compositiva que, outrora, julgávamos impossível em bandas como os Yo La Tengo. A facção da ruideira teve de se contentar com um escasso trio de temas, cada um deles extraído de diferentes fases do desenvolvimento da banda. O mais recente foi "And The Glitter Is Gone", a já habitual longa jam de distorção aproveitada para o ensaio de alguns movimentos espasmódicos por parte de Ira Kaplan. 

Talvez acusando um certo empobrecimento em alguns temas do último trabalho, tudo por culpa da ausência dos arranjos de cordas que esporadicamente marcam presença nas versões de estúdio, o concerto, no seu todo, não deixa de merecer nota francamente positiva. É, inclusive, mais um atestado de que a fórmula que tem vindo a ser desenvolvida pelos Yo La Tengo, entre a ternura adocicada e as (raras) incursões pela rispidez sónica, se demonstra extremamente eficaz. Se assim não fosse, talvez as tais duas horas não tivessem passado num ápice.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Good cover versions #72


















YO LA TENGO _ "The Whole Of The Law" [City Slang, 1993]
[Original: The Only Ones (1978)] 
 
The Whole of the Law by Yo La Tengo on Grooveshark

Nascidos em pleno fervor punk, e consagrados já na vigência da chamada new-wave, os britânicos The Only Ones pouco ou nada partilham de comum com a maior parte dos contemporâneos. Neles havia um compositor - Peter Perrett - que, com umas pitadas de power-pop, contrapunha canções de recorte clássico aos maneirismos e adereços de outros. O seu maior êxito terá sido "Another Girl, Another Planet", já usado por mais que uma vez em anúncios publicitários, mas talvez nem esse tema esteja à altura de outra jóia de relicário do autor. Falo-vos de "The Whole Of The Law", uma quase balada, canção de amor marginal agridoce, cantada naquele estilo característico de Perrett, entre o lânguido e o negligente, que remete para as origens pub-rock tipicamente britânicas. No final, um luxuriante solo de saxofone compõe o quadro da mais bela canção dos Only Ones, banda que acabaria por ter significativa influência nos Libertines, também estes, noutro tempo, um símbolo da englishness. Em particular em Pete Doherty, que de Perrett apreendeu o estilo de escrita e de canto, mas também o estilo de vida muitas vezes desregrado.

Dadas as características atrás descritas, não seriam os Only Ones a banda que esperaríamos ver revisitada pelos norte-americanos Yo La Tengo, uma banda já com vasto currículo na reinterpretação de clássicos da pop. Mas o que é certo é que aconteceu, e logo a coroar Painful, talvez o seu disco mais superlativo e aquele em que abandonaram as jams sónicas dos primórdios a favor de texturas mais atmosféricas. Na versão dos Yo La Tengo, "The Whole Of The Law" ganha asas de sonho, numa interpretação de Ira Kaplan no seu modo quase ensonado que tem marcado pontos nos discos de então para cá. Torna-se assim um tema contemplativo que, no reforço da componente terna, realça a beleza já subjacente ao original. Como ponto do contacto com aquele tem o uso de instrumentos de sopro, na circunstância com uma flauta a percorrer toda a suavidade do suporte instrumental.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Not fade away

















Nas últimas três décadas de música popular, há duas bandas cujos nomes são indissociáveis: Sonic Youth e Yo La Tengo. Ambas nasceram na mesma área geográfica e fizeram do ruído das guitarras ferramenta predilecta, partilharam muitas vezes palcos e elogios mútuos, e assumiram-se ambas como os porta-estandartes da nação indie norte-americana. Com antiguidades equiparadas, mas com ligeira vantagem para os Sonic Youth, vão-me perdoar os incondicionais destes se afirmar que os Yo La Tengo souberam envelhecer melhor, reinventando-se nesta fase "madura" e, consequentemente, mantendo a relevância de outrora. Ninguém me irá negar que os trabalhos mais recentes dos de Nova Iorque, dos quais o futuro é ainda incerto, já eram o repisar de uma fórmula que nada acrescentava ao glorioso passado. Enquanto isso, e salvo o pontual tiro ao lado, os Yo La Tengo evoluíam para um misto de manipulação do ruído e doçura mellow com uma surpreendente coerência que faz da audição de cada novo disco (ou cada concerto) o renovar de uma paixão duradoura.

Editado ontem, mas já com algum tempo de disponibilidade para audição, Fade é o décimo terceiro álbum do trio de Hoboken, nos seus 45 minutos de duração um manifesto de contenção quando comparado com muitos dos seus trabalhos mais recentes, e um disco para juntar ao seu rol de imprescindíveis, juntamente com o tríptico de meados de noventas. As canções aveludadas e outonais, se bem que menos soulful que nos antecessores, têm a parte de leão, como se Fade fosse uma reactualização do soberbo Painful (1993) suprimido de uma boa parte da distorção. As excepções são "Ohm", o magnífico tema de abertura cantado pelo trio em uníssono que, na sua harmonia, poderia ser uma canção soalheira dos Byrds insuflada de fuzz, e o jangly "Paddle Forward", reminiscente do já clássico "Sugarcube". O restante é feito da serenidade habitual, mas sempre renovada com novos truques, num par de temas pontuada pelo charme da secção de cordas, noutros tantos pelos sopros, e ainda pela pulsação kraut de "Stupid Things", algo de novo no infindável léxico dos Yo La Tengo. Pese embora o embalo neste mar de tranquilidade, cada audição de Fade é garantia de revelação de muitos pormenores que se escondem na aparente fragilidade, que tanto podem ser uma guitarra dissonante em fundo, como um som estranho de proveniência incógnita. Uma palavra de apreço, então, para o produtor John McEntire, o guru do "som de Chicago" que, como alguém já disse, soube extrair das canções de Fade toda a complexidade da sua simplicidade.

 
"Ohm" [Matador, 2013]

 
"Before We Run" [Matador, 2013]

domingo, 6 de junho de 2010

Mil imagens #5


Yo La Tengo - Nova Iorque, 2000
[Foto: Christian Lantry]

Christian Lantry é, actualmente, um dos mais conceituados "fotógrafos rock" norte-americanos. É também dos mais bem relacionados no meio indie e/ou "alternativo". Enquanto aquela publicação teve edição física, foi habitual colaborador da revista Magnet, para a qual realizou a sessão de que resultou esta imagem. O conceito por detrás da sessão foi inspirado por uma fotografia premiada da autoria de Sandy Skoglund e, segundo Lantry, só foi possível graças à total abertura e ao sentido de humor muito peculiar dos Yo La Tengo, que aqui se apresentam como uma espécie de Teletubbies indie.

sábado, 20 de março de 2010

Discos pe(r)didos #36






YO LA TENGO
Painful
[Matador, 1993]

Apesar de contarem já com um punhado de discos satisfatórios, foi ao registo meia-dúzia que os Yo La Tengo (YLT) se afirmaram definitivamente como uma das  bandas mais coerentes do último quarto de século. Se os registos anteriores não passavam de interessantes explorações do compêndio velvetiano, via The Feelies, Painful - o primeiro disco com o baixista James McNew a tempo inteiro - desenvolve aquela que é a fórmula que faz da banda de Hoboken nome de culto que atravessa gerações: uma feliz combinação que alterna paisagens sonoras idílicas com momentos de deriva eléctrica.
Logo no pontapé de saída com "Big Day Coming", ou mais à frente em "I Was The Fool Beside You For Too Long" e "I Heard You Looking", os YLT encontram na sua música uma apetência cinemática  inaudita, algo que tem marcado pontos nos registos de então para cá. O primeiro, marcado por um certo minimalismo instrumental e pela voz sussurante de Ira Kaplan, é serenidade adulterada pelas intromissões discretas de distorção. Uma versão alternativa deste mesmo tema, colocada perto do final do alinhamento, contrasta pela tensão eléctrica. "From A Motel 6", um dos temas com lugar reservado na antologia do essencial dos YLT, é claro sinal de uma mudança de referências e reverências. Com vocalizações aéreas de Georgia Hubley e os devaneios de guitarra distorcida, "Motel 6" tem um efeito anestésico semelhante ao de uns My Bloody Valentine situados algures entre os seus dois únicos álbuns de originais. Tal como "Double Dare" é uma certa forma distinta e sofisticada da pop de guitarras, partilhada, na altura, com os velhos comparsas dos Sonic Youth. Na sua parte intermédia, Painful conduz o ouvinte a um torpor lânguido, propiciado em "Nowhere Near" pela contenção instrumental e vocal, e em "Sudden Organ" pela sensualidade vintage de um órgão.
Não estaríamos perante mais um disco dos YLT sem a habitual cover, desta feita propiciada por uma reinterpretação de "The Whole Of The Law", tema da autoria dos The Only Ones do errático Peter Perrett. No original transgressão vaudeville à medida do seu autor, "The Whole" conhece na versão YLT uma roupagem de balada lisérgica com arremedos folksy.
Embora tenha conhecido um maior refinamento no superlativo I Can Hear The Heart Beating As One (1997), a fórmula que é hoje marca-de-água da banda conheceu o momento inaugural no transitório Painful. Só por isso, este deverá ser sempre o ponto de partida para qualquer iniciado na gratificante tarefa que é a exploração da excelsa discografia dos Yo La Tengo.


"Big Day Coming"


"From A Motel 6"


"The Whole Of The Law"

terça-feira, 16 de março de 2010

Ao vivo #48













Yo La Tengo @ Aula Magna da U.L., 14/03/2010

Já por diversas ocasiões aqui me insurgi contra o elevado preço dos bilhetes dos concertos que vão acontecendo neste rectângulo da Europa ocidental. Os promotores (e os seus defensores, que normalmente assistem aos concertos de borla) justificam-se com a posição periférica do nosso país como principal factor de inflacionamento do cachet das bandas que nos visitam. Nós, melómanos minimamente inteligentes e esclarecidos, sabemos que as razões são outras que nem interessa enumerar. Por uma vez, tenho de admitir que € 23,00 é o preço justo a pagar pelo memorável concerto de domingo à noite, mesmo tendo por cenário a Aula Magna. Fossem outras as condições da sala (como as da Casa da Música no dia seguinte, por exemplo) e o poder mesmerizante de "More Stars Than There Are In Heaven", por si só, seria suficiente para duplicar o preço a pagar por tão grata experiência. 
Os Yo La Tengo são já velhas raposas nestas andanças e, em palco, mais do que nos discos raramente abaixo do muito-bom, fazem valer o profundo conhecimento (e o respeito) das heranças rock'n'roll. Com um quarto de século nas pernas, a máquina mostra-se bem oleada, independentemente do ecletismo estético assumido sem amarras: seja no experimentalismo puro de "And The Glitter Is Gone", no paradigma indie-pop açucarado de "Sugarcube", na perenidade pop de "You Can Have It All", na descarga eléctrica em desalinho de "Double Dare", ou no lounge para bar de hotel de "Periodically Double Or Triple". O segredo desta inesperada coerência feita de extremos estará, porventura, na delimitação bem definida dos papéis desempenhados por cada um dos membros do trio de Hoboken. Ira Kaplan é todo ele irreverência, tanto nos abundantes espasmos de distorção, como na excentricidade dos teclados. Como mestre de cerimónias, tem um sentido de humor seco e bem doseado, sem cair no exagero que causa a desconfiança. Já a esposa Georgia Hubley, com a batida certeira e a voz sonhadora, representa a contenção e a emoção. James McNew, o baixista que acompanha o destilar de doçura do casal vai para duas décadas, é uma espécie de confidente, que apazigua os conflitos e injecta sensatez. Na companhia destes três, e do seu jogo de contrastes, as mais de duas horas de concerto (duplo encore incluído) apenas pecam por escassas...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Em escuta #44







YO LA TENGO Popular Songs [Matador, 2009]

Um quarto século de história, doze álbuns, e os YLT ainda conseguem surpreender, mesmo tendo em consideração que Popular Songs não assinala um desvio à faceta estelar dos registos mais recentes. Porém, fá-lo com a luminosidade e a graciosidade que não encontrávamos, por exemplo, no sombrio e meditativo And The Nothing Turned Itself Inside-Out (2000), até agora último registo marcante da carreira do trio de Hoboken. As contaminações soul e funk alastram por todo o disco na directa proporção do recurso aos teclados retro e às vozes sussurradas. Para satisfação dos saudosistas mais ortodoxos, não faltam números de distorção ao serviço da causa pop, de que são bons exemplos "Nothing To Hide" e "More Stars Than There Are In Heaven", este último o primeiro de três (!) épicos em combustão lenta que encerram o disco. Vão bem de amores estes três e, pelos vistos, dispostos a partilhar desse estado de felicidade. Um disco imenso até na duração - 73 minutos que passam num ápice. [9]


WILD BEASTS Two Dancers [Domino, 2009]

Quero-vos confessar que a minha reacção ao anterior disco dos Wild Beasts - o primeiro - foi de uma clara repulsa, não só pelo omnipresente falsetto da voz, mas sobretudo por uma certa propensão para a pop barroca da qual já vou ficando farto. Em Two Dancers o caso muda significativamente de figura. Isto, desde logo, porque o rapaz cujos dotes vocais foram abençoados pela Mãe Natureza - Hayden Thorpe, de sua graça - opta por um registo sobejamente contido, algures entre um Jimmy Sommerville e um Billy Mackenzie. Quando o moço se excede, como em "All The King's Men", surge o tom grave do baixista Tom Flemming (que assumiu maior protagonismo neste novo disco) a serenar os ânimos. A teatralidade do passado surge igualmente diminuída em desfavor de um crescente apuro pop, salvas as devidas distâncias, reminiscente da elegância e da sensibilidade reconhecidas nos clássicos The Smiths e Suede. [7,5]


THE xx XX [Young Turks, 2009]

Goste-se ou não, tem de se concordar que o jovem quarteto The xx veio dar um safanão no marasmo em que mergulhou a produção musical britânica dos últimos 4/5 anos. Por preguiça intelectual podem estabelecer-se comparações entre esta proposta deveras original e a simplicidade de processos do único disco dos Young Marble Giants. A receita dos The xx é, por sinal, sobejamente contemporânea. Partindo de batidas do mais moderno R'n'B devidamente desaceleradas, criam onze temas que transpiram sensualidade. As vozes são duas: a dela murmurante, a dele de tempero soul. Tudo isto é filtrado através de um vidro baço, o que confere uma certa aura de mistério. O badalado tema "Crystalised" soa ao hipotético cruzamento de Missy Elliott com os Portishead, o que me leva a avançar com um novo rótulo - trip-R'n'B. A ver se pega... [8]


THE ANTLERS Hospice [Frenchkiss, 2009]

Hospice foi concebido durante um período de auto-reclusão de Peter Silberman, mentor deste trio de Brooklyn. A voz, habitualmente em falsetto, traça uma narrativa (com um prelúdio e um epílogo) na qual a dor se adensa à medida que a pessoa amada vai sendo consumida pela doença (leucemia, presume-se). E os paralelismos com a obra que revelou Bon Iver ficam-se por aqui, pois os Antlers não se ficam pelo recato folksy deste, deixando bastas vezes que as canções rebentem em picos de expressividade dorida. Por outro lado, há uma certa tendência para deixar prolongar os temas para desvarios instrumentais, nos quais a distorção, trompetes em desalinho, e alguns ruídos incidentais conferem uma certa dose de experimentação. Sufocante, mas de um intimismo tocante, Hospice ameaça tornar-se objecto de um pequeno culto que perdurará no tempo. Se quisermos compartimentá-lo, podemos acrecentar que vem traçar novos trilhos para o denominado sadcore. [8,5]


BLANK DOGS Under And Under [In the Red, 2009]

Blank Dogs é o projecto de um homem só, no caso um misterioso músico não identificado que opera a partir de Brooklyn. É também mais um nome a acrescentar ao cada vez mais extenso rol de instigadores lo-fi que o underground norte-americano tem produzido nos últimos tempos. Não sendo uma proposta plenamente conseguida, não podemos negar a Under And Under a sua dose de originalidade: parte de uma matriz surf rock a que são sobrepostos muros de distorção, electrónica rudimentar, e ruídos avulsos que tanto podem provir de velhos cartoons, como de filmes de terror série B. Tangencialmente toca sonoridades tão díspares como o shoegazing e a cold wave. Sob a nuvem cacofónica, temas como "Open Shut" deixam entrever uma melodia pop, quais Mary Chain fechados no quarto dos fundos. Já "L Machine" e "Setting Fire To Your House" caracterizam-se por um frieza robótica. Este último é prenúncio de uma amoralidade doentia que percorre todo o disco. Pena é que, aos ouvidos menos treinados, a ruideira não permita descobrir diferenças significativas nos restantes temas. [7]

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Dia D (D de Discos)

No calendário do melómano esclarecido, o dia de hoje deve estar marcado com um círculo a marcador de cor viva. Porquê? São cinco os motivos - cinco discos que hoje aterraram nas prateleiras das melhores lojas. É a rentrée em todo o seu esplendor...


YO LA TENGO
Popular Songs
[Matador]

  1. Here To Fall
  2. Avalon Or Someone Very Similar
  3. By Two's
  4. Nothing To Hide
  5. Periodically Double Or Triple
  6. If It's True
  7. I'm On My Way
  8. When It's Dark
  9. All Your Secrets
  10. More Stars Than There Are In Heaven
  11. The Fireside
  12. And The Glitter Is Gone
http://www.myspace.com/yolatengo


THE CLEAN
Mister Pop
[Merge]

  1. Loog
  2. Are You Really On Drugs?
  3. In The Dream Life U Need A Rubber Soul
  4. Asleep In The Tunnel
  5. Back In The Day
  6. Moon Jumper
  7. Factory Man
  8. Simple Fix
  9. Tensile
  10. All Those Notes
http://www.myspace.com/theclean


VIVIAN GIRLS
Everything Goes Wrong
[In The Red]

  1. Walking Alone At Night
  2. I Have No Fun
  3. Can't Get Over You
  4. The Desert
  5. Tension
  6. Survival
  7. The End
  8. When I'm Gone
  9. Out For The Sun
  10. I'm Not Asleep
  11. Double Vision
  12. You're My Guy
  13. Before I Start To Cry
http://www.myspace.com/viviangirlsnyc


JIM O'ROURKE
The Visitor
[Drag City]

  1. The Visitor

POLVO
In Prism
[Merge]

  1. Right The Relation
  2. D.C. Trails
  3. Beggar's Bowl
  4. City Birds
  5. Lucia
  6. Dream Residue/Work
  7. The Pedlar
  8. A Link In The Chain
http://www.myspace.com/polvotheband


quarta-feira, 27 de maio de 2009

Postais primaveris - Parte VI: As "instituições"

Por fim, a galeria dos consagrados do Primavera Sound '09 - cinco nomes que dispensam apresentações. Três deles são estreias absolutas na "carreira" deste escriba.


NEIL YOUNG



"The Needle And The Damage Done"
[Reprise, 1972]


MY BLOODY VALENTINE


"You Made Me Realise"
[Creation, 1988]


SONIC YOUTH


"Sacred Trickster"
[Matador, 2009]


YO LA TENGO


"Sugarcube"
[Matador, 1997]


SPIRITUALIZED


"Medication"
[Dedicated, 1992]

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Who the fuck?













Embora a Matador Records insista em manter algum secretismo, é ponto assente que os Condo Fucks são um embuste do trio Yo La Tengo (YLT), uma das bandas mais emblemáticas da editora novaiorquina, com a qual têm uma ligação de mais de 15 anos. Planos a longo prazo para este novo projecto desconhecem-se. Sabe-se apenas que, dentro de dois meses, é editado Fuckbook - título com uma clara alusão a Fakebook, o disco de versões dos YLT lançado em 1990 -, o primeiro ábum dos Condo Fucks. Desta feita, revisitam-se originais de gente como The Flamin' Groovies, Richard Hell, The Troggs, ou The Kinks.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

SINGLES BAR #10


YO LA TENGO
Sugarcube (Matador, 1997)

Whatever you want from me
Whatever you want I'll do
Try to squeeze a drop of blood
From a sugarcube

Extraído de I Can Hear The Heart Beating As One, a sua obra maior, "Sugarcube" é a melhor prova de gratidão dos Yo La Tengo (YLT) pela música dos Beach Boys que, entre outras, os inspira há mais de duas décadas. Mesmo tendo em conta que esse álbum inclui uma (óptima) versão de "Little Honda", original da banda californiana.
Belo e pueril como só o melhor indie pop consegue ser, com a voz suave de Ira Kaplan em contraponto ao feedback das guitarras, "Sugarcube" é harmoniosa, solarenga, ingenuidade feita obra de arte.
Para servir de complemento, "Sugarcube" foi ainda alvo de um excelente vídeo dirigido por Phil Morrison onde se parodiam de forma bem divertida os clichés do rock'n'roll.
Entre tantas grandes canções que os YLT compuseram ao longo dos anos, esta destaca-se das demais pela perfeição. Terá concerteza a aprovação de Brian Wilson. E o Verão é já amanhã...
Vídeo de "Sugarcube"