"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A fond farwell














Ainda sob o signo do post anterior, e por lembrança do "vizinho" Olavo, gostava de assinalar sexto aniversário da morte de Elliott Smith, o maior e mais atormentado cantautor que a América revelou nas últimas duas décadas. Para assinalar tão triste data poderia ter escolhido o tema que dá título a este post, tal como muito apropriadamente fez aquele camarada. Em alternativa, poderia escolher "Miss Misery", tema que diz muito sobre a curta - de 34 anos - existência de Smith e aquele que lhe valeu o momento de maior exposição mediática: a interpretação na cerimónia dos Óscares de 1998. No entanto, opto pelo primeiro tema que lhe conheci, precisamente aquele que abre o álbum Either/Or, o meu preferido de uma obra ímpar.


"Speed Trials" [Kill Rock Stars, 1997]

quinta-feira, 15 de março de 2007

DISCOS PE(R)DIDOS #5

ELLIOTT SMITH
Either/Or (Kill Rock Stars, 1997; Domino, 1998)

Confesso que apenas muito pouco tempo antes da sua morte é que dei o devido valor ao génio de Elliott Smith. Confesso e penitencio-me por isso.
Já antes tinha ficado impressionado ao ver Elliott Smith completamente desenquadrado na cerimónia dos Óscares de 1998 a interpretar "Miss Misery", canção do filme Good Will Hunting de Gus Van Sant nomeada para a estatueta. Fiquei impressionado mas ainda assim não o suficiente para querer saber mais sobre aquela figura.
Mas, como antes tinha dito, por volta de 2003, apenas uma canção foi suficiente para o inevitável clique: "Speed Trials", faixa de entrada nesta obra sublime. Canção de uma pureza desarmante que me fez comprar Either/Or no dia seguinte à primeira audição.
E depois da audição integral os motivos de satisfação foram mais que muitos: "Ballad Of Big Nothing", "Pictures Of Me", "Rose Parade", "2:45 AM", tudo canções perfeitas que exprimem a mais profunda tristeza. Sim, porque Either/Or é um disco triste. A par de Pink Moon de Nick Drake dos mais tristes que conheço. Não daquela tristeza deprimida e poseur, mas de uma tristeza natural e honesta, cuja audição reconforta em vez de sufocar.
A música que acompanha as palavras de Smith, sem grandes floreados, apresenta-se igualmente no mais puro dos estados: quase só guitarra acústica e uma bateria básica aqui e ali. E é neste ponto que reside mais um dos trunfos de Either/Or: a produção de Tim Rothrock e Rob Schnapf (responsáveis pela descoberta de Beck) resume tudo ao essencial, o que dá a sensação de termos os músicos a tocar para nós na sala lá de casa.
Para os apreciadores de Elliott Smith e viciados em versões, como é o meu caso, fica uma sugestão: façam o favor de ouvir a deliciosa versão de "Ballad Of Big Nothing" que os Thermals fizeram para o tributo To: Elliott, From: Portland. Acho que o Homem também gostaria.