"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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segunda-feira, 28 de abril de 2008

Arte Pop #5

















THE SOUND
From The Lion's Mouth
(Korova, 1981)

Por motivos de ordem vária, no último fim-de-semana recordei um disco que outrora me marcou profundamente. Hoje, considero-o um produto do seu tempo - algo datado - e que fica claramente a perder na comparação com os seus pares (Joy Division, Echo & The Bunnymen). Mas aquela capa continua a ser um assombro!

Alinhamento:

1. "Winning"
2. "Sense Of Purpose"
3. "Contact The Fact"
4. "Skeletons"
5. "Judgement"
6. "Fatal Flaw"
7. "Possession"
8. "The Fire"
9. "Silent Air"
10. New Dark Age"

quinta-feira, 26 de abril de 2007

TRIBUTOS #1

ADRIAN BORLAND
1957-1999

Não se pode dizer que os The Sound fossem uma banda particularmente original. No entanto, a sua música, um misto da claustrofobia dos Joy Division e a grandiosidade dos Echo & The Bunnymen, granjeou um culto que, embora restrito, se manteve até aos dias de hoje.
Dois anos após a sua formação, em 1980, a banda lançava Jeopardy, o seu primeiro álbum que, embora ainda exibisse alguma inexperiência, deixava já evidente a atracção do vocalista Adrian Borland pelo lado mais negro da existência.
O ano seguinte conheceria a edição de From The Lions Mouth, obra-prima da banda, e claro sinal de maturidade. Obra simultaneamente densa e atmosférica, From The Lions... é um marco do seu tempo. Apesar da aclamação crítica, não teve resultados comerciais visíveis, o que levou a editora Korova a pressionar Borland no sentido de reduzir o teor descarnado das suas letras, de forma a tornar a música da banda mais vendável.
A resposta a esta pressão seria All Fall Down, o disco mais impenetrável e negro de toda a sua discografia. Obviamente que seria o último disco de The Sound com o selo Korova.
Até à dissolução em 1987, precipitada pelo estado de saúde mental de Borland, haveria ainda o EP Shock Of Daylight (1984) e os álbuns Heads And Hearts (1985) e Thunder Up (1987), recebidos com relativo sucesso nos países do Benelux, onde a banda sempre fora mais do que meros outsiders.
Perante a indiferença geral, Alexandria (1989) marcaria o pontapé de saída da carreira de Adrian Borland a solo, a qual renderia ainda mais quatro registos de longa duração. Mergulhado na depressão, que a falta de reconhecimento ao longo dos anos adensara, em 1999 Adrian Borland poria termo à sua vida atirando-se para a frente de um comboio em andamento. Aconteceu na sua Londres natal, faz hoje oito anos.