"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

R.I.P.


JON BROOKES
[1969-2013]

Na passada terça-feira, dia 13, morreu Jon Brookes, baterista dos britânicos The Charlatans, vítima de um tumor cerebral que lhe fora diagnosticado há três anos. Esta baixa é já a segunda na formação original da banda, depois da morte do problemático teclista Rob Collins em 1996, na sequência de um acidente rodoviário.

Jon Brookes esteve, portanto, na origem dos The Charlatans, em 1989, em pleno frenesim Madchester. Acompanhou todo o percurso, desde as nem sempre abonatórias comparações a bandas como Inspiral Carpets ou The Stone Roses, passando pela resistência e aceitação junto da geração britpop, até à consagração como uma das bandas britânicas mais consistentes do último quarto de século. O estatuto adquirido ao longo dos tempos, enquanto a quase totalidade dos contemporâneos ia ficando pelo caminho, seria algo difícil de prever pelos olhares de desconfiança dos primeiros tempos. Mesmo sendo uma banda habituada a duros reveses, teme-se agora pela continuidade, já que o vocalista Tim Burgess parece de uma vez por todas apostado na carreira a solo. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos...

 
The Charlatans - "Weirdo" [Situation Two, 1992]

terça-feira, 14 de abril de 2009

Singles Bar #32



















THE CHARLATANS
The Only One I Know [Dead Dead Good, 1990]

Quando surgiram no mercado os primeiros registos - auto-editados - dos Charlatans, a cena musical do Reino Unido vivia a euforia da chamada Madchester . Na altura, já os Stone Roses, os Happy Mondays, e os Inspiral Carpets eram estrelas maiores, e os Charlatans eram olhados como meros seguidores da "onda", com comparações frequentes aos primeiros. Quase vinte anos volvidos, a banda de Tim Burgess prossegue uma carreira que tem conhecidos altos e baixos, e é merecidamente detentora do estatuto de relíquia de uma era dourada da música britânica.
Ouvido hoje, apraz-me registar que o tema que lhes deu fama mantém intacta toda a frescura que me seduziu ao primeiro contacto, com a embriaguez do órgão Hammond e a sensualidade funk do baixo a convidarem à dança hipnótica. Constatação deveras surpreendente, quando detectamos que a matriz de "The Only One I Know" descende de estéticas mod com mais de quarenta anos...