"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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terça-feira, 9 de abril de 2013

O jogo das diferenças #17



LOVE
Forever Changes
[Elektra, 1967]


BEACHWOOD SPARKS
Once We Were Trees
[Sub Pop, 2001]

segunda-feira, 9 de março de 2009

Good cover versions #18















SPIREA X "Signed D.C." (4AD, 1991)
[Original: Love (1966)]

Hoje vistos como uma mera nota de rodapé na "cena" shoegaze e dos seus territórios contíguos, os Spirea X foram, essencialmente, o veículo para Jim Beattie - integrante da formação original dos Primal Scream - rever as memórias folk pop dos sixties (com os Byrds à cabeça) à luz da estética dominante em inícios da década passada. A sua carreira efémera deixou para a posteridade apenas um registo de longa-duração (Fireblade Skies, de 1991), um disco menor que considero essencial apenas para os completistas do género.
Sintomaticamente, num álbum particularmente desequilibrado, o ponto alto acaba por ser uma canção de outrém, na circunstância "Signed D.C.", tema incluído na estreia homónima dos Love, e no qual um Arthur Lee simplesmente tocante relata, na primeira pessoa, a espiral de decadência de um junkie. Na versão dos Spirea X, "Signed D.C. não foge em demasia à matriz do original. Porém, a toada atmosférica e as percussões orientais conferem-lhe uma aura de mistério quase sacra.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

ALL IS FULL OF LOVE

LOVE
Forever Changes (Elektra, 1967)

Passam neste mês de Novembro 40 anos desde a edição de Forever Changes, a obra-prima dos californianos LOVE e presença habitual nos lugares cimeiros das listas dos "melhores de sempre", ombreando com discos da magnitude de Revolver, Pet Sounds, ou Marquee Moon.
Obra maior do psicadelismo west coast, Forever Changes é o momento alto da carreira desta banda que soube marcar a diferença em relação aos seus pares: por contraponto ao folk rock dos Byrds, ou à pseudo-poesia cerimonial dos Doors, os Love produziam gemas pop onde, não raras vezes, os sopros mariachi davam um ar da sua graça.
Falar de Forever Changes é falar de Arthur Lee, anti-hippy assumido, figura carismática e conturbada até ao momento da sua morte há pouco mais de um ano que, com voz aveludada, entoava letras de um beleza extrema onde as referências sexuais eram uma constante. Além de frontman da banda, era também o seu principal compositor. Quis o destino que "Alone Again Or", uma das duas composições do guitarrista Bryan MacLean incluídas em Forever Changes, se tornasse a canção mais conhecida dos Love. No entanto, podem aqui encontrar motivos de sobra para a santificação de Arthur Lee enquanto compositor e intérprete: "A House Is Not A Motel", "Andmoreagain", "The Red Telephone", "You Set The Scene", e... todas as outras!
É para definir discos deste calibre que existe o adjectivo perfeito. A melhor forma de comemorar Forever Changes é ouvindo-o vezes sem conta. Durante a audição, apaguem a luzes e imaginem-se na imensidão de um deserto a contemplar o firmamento...