"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

I'm a weirdo. What the hell am I doin' here?















Em décadas que já lá vão, Filadélfia notabilizou-se pelo traço peculiar nas mais refinadas sonoridades soul. Muitos anos mais tarde, mais propriamente em meados de noventas , a maior cidade da Pennsylvania assistiu a um súbito interesse dos seus jovens músicos pelas sonoridades psicadélicas. Foi em tal contexto que nasceram bandas como Bardo Pond ou The Asteroid #4, ambas ainda no activo e exímias na arte da música apontada ao subconsciente. Reavivando essa linhagem, entretanto interrompida por falta de sucessores, surge uma banda com o espamtoso nome de Creepoid

Revelado no ano passado através do EP Yellow Life Giver, o quarteto refina as boas indicações daquele registo no álbum Horse Heaven, recentemente lançado. O disco distingue-se pela toada arrastada, quase lisérgica, que, a espaços, rebenta em clímaces de distorção. Ao longo da audição, em estado de semi-transe, são sugeridos espaços abertos infinitos e firmamentos pejados de estrelas. As vozes são duas, uma masculina, outra feminina, que por uma ou outra vez se fundem, entorpecidas, em diálogos de total despojamento. A dele, Pat Troxell, é nasalada e vagamente folky, a fazer lembrar Stephen McBean quando veste a pele Pink Mountaintops. No dolente "Find You Out", ou no derradeiro tema-título, tem a particularidade de soar a uma espécie de Thom Yorke depois da ingestão de uns quantos bagaços com o intuito de engrossar o choradinho. A dela, a irmã, Ana Troxell, lamenta-se que não esteja mais presente, pois, passe o sacrilégio, encarna uma Hope Sandoval vitaminada e encharcada de ácidos. Fica uma singela amostra:


"Spirit Birds" [Ian, 2011]