"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel

quarta-feira, 2 de maio de 2007

EM ESCUTA #13

ARCTIC MONKEYS
Favourite Worst Nightmare (Domino, 2007)

Depois de um fim-de-semana prolongado, que me permitiu repetidas audições do novo álbum dos Arctic Monkeys, oito conclusões sobre o dito:
- comparativamente a Whatever People Say I Am, o novo disco fica a perder apenas na ausência do efeito surpresa;
- a paleta sonora surge até mais eclética, com assomos de quase-balada ("Only Ones Who Know") e guitarras surf ("Do Me A Favour");
- as letras de Alex Turner, outrora carregadas de ironia, apresentam agora um carácter mais pessoal, num claro sinal de maturidade;
- tanto os instrumentos como a voz (e que voz!) adquirem em Nightmare uma força e coesão superiores ao passado recente;
- "Brianstorm", o primeiro single e um raro momento da tal ironia cáustica, merece ser um hino celebratório ao nível de "She Bangs The Drums" (isto quando acabar a ditadura da regurgitação de um passado não tão glorioso quanto isso);
- considerar Alex Turner o novo Paul Weller, apesar de elogioso, já é redutor;
- afinal o síndroma do "difícil segundo álbum" é uma treta para justificar a falta de talento da maioria das bandas de sucesso recente;
- e mesmo assim, os "Velhos do Restelo" do costume (os tais de "Fake Tales Of San Francisco") vão continuar indiferentes ao génio e vitalidade dos Arctic Monkeys. Talvez lá para o ano 2021, quando o Galopim lhes dedicar, com grande propriedade e nostalgia, artigos de duas páginas no suplemento musical do Correio da Manhã o caso mude de figura...

7 comentários:

oaktree disse...

Correndo o risco de cometer um pecado mortal, acho que até gosto mais deste segundo...
***

Shumway disse...

É um bom disco. Mais eclético.
Gostei especialmente da parte do suplemento do CM. :)
Abraço

prozac disse...

verdade!

O Puto disse...

Ainda só ouvi o single de apresentação e chamou-me mais a atenção do que "Fake Tales of San Francisco", o primeiro tema que ouvi deles antes de lançarem o álbum do ano passado.

M.A. disse...

O primeiro é sempre o primeiro, e o factor surpresa é irrepetível.
Mas o tempo o dirá se este não é ainda melhor.

Beijos&Abraços

Kraak/Peixinho disse...

Gosto bastante deste álbum, embora para mim o tema forte não seja "Brainstorm", mas sim "Fluorescent Adolescent" :)

Renato disse...

Ora aí está uma banda que não me aquece nem me arrefece. Oiço, balbuceio umas letras, mas, no fim, nada me prende a eles a não ser o facto de os ter ouvido há 2 minutos.