"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

desCONTROLo

A beleza proveniente do rigor das imagens que Anton Corbijn empresta a Control revela-se insuficiente para salvar a estreia do fotógrafo holandês na realização de longas-metragens da vulgaridade cinematográfica.
Prolongando-se por duas horas intermináveis, Control divide-se em duas partes distintas: uma primeira metade de cenas telegráficas que mais parece uma sucessão de anúncios publicitários de uma qualquer marca de roupa, na qual os clichés do género se sucedem (a cena inicial em que a câmara "varre" o quarto do adolescente Ian Curtis é paradigmática); após a primeira hora, o filme entra em velocidade lenta e os modelos são substituídos pelos actores, porém, a pobreza do guião contrasta com a dimensão da grande Samantha Morton.
Sendo um filme que os indefectíveis dos Joy Division (eu incluído) não irão perder, julgo que a memória de Control será fugaz. A grandeza da música que o sustenta, essa, há muito que se tornou perene...

3 comentários:

eduardo disse...

Como já afirmei noutro blog até gostei do filme mas concordo contigo no aspecto do filme se arrastar um pouco na parte final.
Considero que os Joy Division do "24 Hour Party People" estão melhor caracterizados que neste "Control", Ian Curtis aparte.

bartleby disse...

Bem, eu cá não posso deixar de discordar completamente. É verdade que como indefectível dos Joy Division não consigo ser imparcial, mas o filme parece-me sincero e justo. Gostei bastante.

Clara disse...

Eu não gostei.
A fotografia é muito boa (nem outra coisa seria de esperar, vindo o filme de quem vem). Mas o resto... O adjectivo mais suave que me ocorre é desinteressante, completamente desinteressante.
Há a música. Mas, a música dos Joy Division é, como muito bem dizes, perene.