"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel

segunda-feira, 4 de junho de 2007

AO VIVO # 1

LOW
Santiago Alquimista, 02/06/2007

Ao fim de catorze anos, e na condição de sobreviventes do movimento slowcore dos anos 1990, os Low aterraram finalmente em Portugal. E em boa hora o fizeram, digo-lhes.
Recorrendo apenas a uma guitarra e a um baixo vintage, e a uma bateria diminuta, os Low conseguiram no passado sábado criar uma envolvência ao alcance de poucos, num espectáculo que se prolongou por quase duas horas (com dois regressos ao palco incluídos).
Com poucas visitas ao passado mais distante ("Over The Ocean" foi das excepções, já perto do final e depois de muito pedido), e com uma excelente escolha para arranque materializada no atestado de devoção à música que é "Death Of A Salesman", a banda do Minesotta haveria de percorrer a maioria dos temas do recente Drums And Guns, do qual, depois do ligeiro cepticismo inicial, vou gostando cada vez mais. Os apontamentos electrónicos presentes no disco são completamente suprimidos na transposição das canções para o palco. Em compensação, as canções ganham uma outra grandeza, mercê do trabalho da guitarra (e dos pedais) de Alan Sparhawk. O excelentes "Murderer" e "Take Your Time" terão sido talvez o melhores exemplos desta transformação benéfica.
Como seria de esperar, o aclamado The Great Destroyer teve também forte representação no set dos Low, com alguns dos momentos de maior júbilo na assistência em "When I Go Deaf" e "Pissing" (talvez a melhor canção de sempre dos Low, digo eu). Não houve "Monkey", mas não tem importância...
Os dois discos precedentes tiveram direito a dois temas cada um, com "Canada" (de Trust) a proporcionar outro dos grandes momentos da noite.
Numa noite perfeita, de grandes canções, Alan Sparhawk conseguiu ainda assim ser a estrela. É que o homem, além do vozeirão e da mestria nas seis cordas, é ainda um excelente comunicador: com simpatia, humildade e bom-humor.

4 comentários:

Olavo Lüpia disse...

Eh, lá!...
Isto é o Paraíso Indie!
Muito bom.
Também já te retribuí a simpatia, na minha lista de "linques" da Serra da Malcata!
Abraço.

eduardo disse...

tocaram o "california"?

M.A. disse...

Não. Tocaram várias músicas do "Great destroyer" mas essa não foi uma delas.

Kraak/Peixinho disse...

WEE! Também foste! :)) Fabuloso concerto!