"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

LET'S PRETEND WE'RE REID BROTHERS
















Por vezes, um pequeno golpe de génio é o suficiente para mudar o destino de uma carreira até aí frustrada. Foi o que aconteceu com
Stephin Merritt e os seus MAGNETIC FIELDS quando, em 1999, deram ao mundo o compêndio 69 Love Songs, álbum triplo que consiste nisso mesmo: 69 canções de amor, com a particularidade de percorrerem todos os géneros possíveis e imaginários.
De então para cá, este triunfo permitiu, não só a reedição de todo o trabalho anterior da banda (quase uma década dedicada a uma espécie de twee/synthpop/lo-fi inconsequente), como também um destaque desproporcionado nos media especializados a todo o material em que o seu mentor se viu envolvido a posteriori.
Chegou hoje às lojas, via Nonesuch Records, o apropriadamente intitulado Distortion, que mais não é do que a aplicação de camadas de distorção às produções spectorianas dos sixties. Estaríamos perante mais uma jogada de mestre, não tivesse esta ideia sido posta em prática por dois irmãos de Glasgow há mais de vinte anos. E, diga-se, com bem melhores resultados...

The Magnetic Fields no MySpace

3 comentários:

Clara disse...

O 69 Love Songs foi muito bem conseguido. Na altura que o comprei ouvi-o bastantes vezes (ao ponto de conseguir saber muitas "letras" de cor e de ter sido mandada calar no primeiro concerto que deram no CCB só porque as estava a cantarolar). Depois, encostei-o ao fundo da prateleira e lá tem estado, quase permanentemente, até hoje.
Foi uma ideia bem conseguida, mas uma daquelas bem conseguidas que cansam. Acho que se sente a falta de um outro fio condutor, que não o amor.
Em relação ao que fizeram posteriormente, sempre em pareceu que era um caso de muito barulho (em alguma imprensa musical) por nada.

M.A. disse...

Quer-me parecer que para esse barulho muito terão contribuído alguns factores extra-musicais...

Kraak/Peixinho disse...

"69 Love Songs" foi um trabalho interessante, sem dúvida, mas que rapidamente se tornou um pouco maçador, infelizmente. Houve outros artistas que agarraram essa ideia e fizeram coisas muito mais interessantes e não tão chatas/repetitivas.