"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel

terça-feira, 30 de outubro de 2007

MOSAICO FLUÍDO

Nos tempos que correm é mais ou menos recorrente a reciclagem de sons do passado, sobretudo reconhecíveis por aqueles que designaria por "novos yuppies". Se na maioria dos casos a coisa não é mais do que o mero mimetismo de coisas já de si pouco recomendáveis, existem excepções em que, para além do valor da música criada, permitem dar a conhecer às novas gerações de consumidores de música glórias passadas a que o tempo não fez justiça.
Vem tudo isto a propósito do trio australiano LOVE OF DIAGRAMS e de Mosaic, o álbum de estreia disponibilizado para o mercado internacional pela Matador Records.
Disco de contornos arty, Mosaic não se envergonha de exibir um cozinhado de referências mais ou menos evidentes, sejam elas algumas das bandas charneira do post-punk britânico (Siouxsie dos primórdios, PiL, Au Pairs), sejam elas nomes do underground das décadas seguintes, como o míticos Hüsker Dü, ou os esquecidos Bailter Space (banda igualmente proveniente dos antipodas, nomeadamente da Nova Zelândia). O cunho pessoal está na forma como estas referências díspares são conjugadas de forma coerente.
Como vêm, estamos perante um cozinhado muito bem condimentado...
Love of Diagrams no MySpace

1 comentário:

Wellington Almeida disse...

Bela descoberta ;) ah, o título do primeiro post «All is full of love» ta lindo. Abraços.