"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A psicose do próximo Verão?















Quando surgiram aos ouvidos do mundo, incluídos no pacote das novas bandas norte-americanas a olhar para um passado indie britânico com vinte e tal anos, os Crocodiles traziam colados, não apenas na indumentária, os genes dos Jesus and Mary Chain. Summer Of Hate (2009), o álbum de estreia, estava tão próximo de algumas manifestações musicais dos irmãos Reid que roçava o plágio. Com Sleep Forever (2010), a sombra desvaneceu-se ligeiramente, abrindo espaço para ecos de outros monstros sagrados do rock malsão da mesma era - os Spacemen 3.

Um maior hiato entre discos poderá ter tido alguns efeitos benéficos, no sentido de apurar as evidentes influências numa sonoridade mais personalizada. É isso que se espera do próximo Endless Flowers, a lançar lá para inícios de Junho, mesmo a tempo de infectar os céus azuis do Verão californiano de rock sulfuroso. Já gravado por uma formação alargada a quinteto, e não apenas pela dupla nuclear Brandon Welchez e Charles Rowell, promete tudo isso e algo mais. Sou levado a tal crença pela primeira amostra, obviamente filiado na facção sónica dos "progenitores", mas com um groove de tal forma obsessivo que confere alguma identidade própria. O efeito rolo-compressor esmaga os resquícios de "baixa fidelidade" que se escondiam nas entranhas dos anteriores registos. Oiçam com o volume no máximo, sff:

"Sunday (Psychic Conversation #9)" [Souterrain Transmissions, 2012]

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