"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Na cama com...



















Ao fim de três anos de silêncio, os fulgurantes The Ponys dão finalmente sinais de vida. O novo registo é um EP de cinco temas, intitula-se Deathbed + 4 e, presume-se, antecede o quarto álbum que se espera para breve. Nos primeiros três temas deste pequeno formato, o quarteto de Chicago destila um inusitado negrume, como que a sugerir aos Interpol qual deveria ter sido o rumo após o primeiro disco (para melhor entendimento, é favor aferir a amostra que se apresenta). Nos dois temas remanescentes, entre eles uma regravação do já distante "Pop Culture" (2004), a banda investe nas descargas de energias insufladas de psicadelismo que são já a sua imagem de marca.


"Check The Door"
[Matador, 2010]

quinta-feira, 10 de maio de 2007

EM ESCUTA #14

THE PONYS
Turn The Lights Out (Matador, 2007)

Nas entrelhinhas dos dois excelentes álbuns anteriores já se podia ler com alguma clareza que os The Ponys estavam talhados para vôos mais altos. Quem o percebeu foram os executivos da excelsa Matador Records, que trataram de resgatar a banda de Chicago à emblemática mas pequena In The Red.
Logo nos dois temas iniciais dá para perceber que Turn The Lights Out é disco de uma força renovada. Aqui o mérito vai em parte para o trabalho da produção de John Agnello (Dinosaur Jr., The Hold Steady), com a aplicação de ecos nas vozes e nas percussões que conferem aos temas uma pujança inusitada, enquanto os órgãos cheios de fuzz libertam uma aura psicadélica que percorre todo o disco. Os ensinamentos da cartilha pára-arranca dos Girls Against Boys, embora presentes, aparecem agora mais diluídos.
A herança de algum shoegazing, já latente nos registos anteriores, mostram-se agora bem evidentes na fase intermédia do disco. Com efeito, recordam-se os Ride no período da mutação de Going Blank Again para Carnival Of Light no trio "1209 Seminary"/"Shine"/"Kingdom Of Hearts". Por sua vez, "Poser Psychotic", tanto no nome como na sonoridade, passava bem por uma trip de estrada poeirenta dos Swervedriver.
E para fechar com chave de ouro, o longo "Pickpocket Song" é The Ponys puro durante perto de três minutos, para depois entrar num devaneio que os Super Furry Animals não desdenhariam.
Forte e coeso como poucos hoje em dia, Turn The Lights Out é um disco para ouvir com o volume no máximo (e com as luzes apagadas...).

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

O MEU PEQUENO PÓNEI

THE PONYS
Celebration Castle (In The Red, 2005)

Quarteto oriundo de Chicago, os Ponys são uma banda à parte na produção musical mais recente daquela cidade norte-americana. Este seu segundo álbum, e até agora o mais recente, é daquelas coisas que quando aterram no meu leitor de CDs ficam por lá dias e dias.

Imaginem um Robert Smith com menos 20 anos (e menos 20 quilos) a cantar a plenos pulmões em vez de choramingar. A coadjuvá-lo, uma banda com elementos dos Girls Against Boys e dos Fugazi, depois de uma dieta de Joy Division. Nas tarefas de "produção", o dedo clínico de Steve Albini. E é este o retrato Celebration Castle!

Segundo tenho conhecimento, o terceiro álbum de título Turn The Lights Out será editado a 20 de Março via Matador Records. Pela amostra já disponível no MySpace, está garantida mais uma bela cavalgada.